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A nova Valencia
(Alexandra Corvo)
09/11/2011 às 14:59

A cidade e região vinícola de Valencia vêm se distanciando ano após ano da histórica produção de vinhos a granel, feitos para o dia a dia e está determinada a mostrar o potencial para vinhos de qualidade. Com o excesso de produção veio também a percepção de que era possível produzir menos, ganhando mais dinheiro, desde que se trabalhasse qualidade a partir do vinhedo – menores produções e maior qualidade.

Valencia produz todo tipo de vinho: desde brancos secos e leves a base da uva local Merseguera com um pouco de Macabeo e roses a base de Bobal e Garnacha. Monastrell é a principal uva de tintos, junto com a Bobal, Garnacha tintorera, Tempranillo e há plantações experimentais de Cabernet. Os estilos principais são os “jovens”, para serem consumidos já a partir do primeiro anos, e “crianzas” com um mínimo de 6 meses de barrica de carvalho, com mais potencial de envelhecimento em garrafa depois de lançados ao mercado.
Há algumas especialidades locais, produzidas na subzona de Valentino, como vinhos doces e demi-secos a base de Moscatel e Pedro Ximenez, assim como licorosos como Moscatel de Valencia.
Assim como todas as regiões espanholas que vem se renovando, a maioria dos melhores vinhos vem de produtores individualistas que apostam em pequenas produções de uvas locais, expressando melhor os diferentes terroirs da região. A mistura de variedades locais únicas, clima mediterrâneo ideal para a produção de tintos ricos e encorpados nas mãos de produtores cuidadosos e com conhecimento antigo de como lidar com este terroir sem dúvida brinda o consumidor curioso com novidades a alguns dos vinhos mais originais da costa mediterrânea.






Vinhos para Primavera
(Alexandra Corvo)
31/10/2011 às 17:38

Apesar da insistência do inverno em ficar, o clima vai se amenizando e há dias de extremo calor que se intercalam com outros mais friozinho. Já falamos em agosto, final do verão, que há vinhos que são versáteis e vão bem com todas as temperaturas. Agora, em se tratando de primavera, não tem pra ninguém: o vinho mais legal é o rosé. Combina com as flores, com o humor, com o início do calor que não chega a ser excessivo. Os rosés são também versáteis e cheios de personalidade dependendo de onde vêm e como são produzidos.
É importante ter em conta a região de onde vem: os rosés do sul da França são delicados e perfumados. Os espanhóis têm um toque pouco exuberante, são amanteigados e carnosos. Os rosés portugueses variam muito conforme a região, mas em geral são leves e apimentados. Os rosés do novo mundo são cheios de cor, exuberância e álcool.
E a uva vai contar também.
Lembrando que podemos dizer que rosés são vinhos de uvas tintas com curto tempo de maceração”. Ou seja, para que um vinho tinto tenha toda aquela cor, ele precisa ficar um tempão – antes, durante e depois da fermentação– em contato com as cascas. No caso do rosé, apenas algumas horas de contato são suficientes para que atinja a tonalidade rosada. Aí, o líquido é separado das cascas e então vai para fermentação.
Por isso a uva é importante. Apesar de suas características não terem sido bem dissolvidas no líquido por causa do pouco tempo de contato, elas estarão lá sim.
O vinho rosé é delicado e versátil, mas não é um vinho sem alma ou tipicidade.
Na hora de escolher o seu, procure se informar sobre o estilo da região e as uvas que predominam. Com certeza haverá mais de um estilo que vai gostar.
 






IGT
(Alexandra Corvo)
10/10/2011 às 16:18

Os anos 70 e 80 na Itália, vinícolas assistiram uma revolução qualitativa causada por produtores inovadores e, podemos chamá-los assim, individualistas.
Enquanto os grandes nomes do vinho italiano – Chianti e Valpolicella, apenas para citar alguns exemplos – perdiam credibilidade em termos qualitativos, mesmo obedecendo às rígidas regulamentações das DOC, os vinhos mais cobiçados do país levavam a simples menção de Vino da Távola

Esta revolução se deu porque muitos produtores toscanos preferiam produzir seus vinhos fora destas legislações por acreditarem que uvas forâneas, rendimentos menores e enologia inspirada na bordalesa poderiam resultar em grandes vinhos. E nenhuma de suas escolhas estavam dentro das regras de DOC. Portanto não podiam levar o selo em seus rótulos. E muitos deles nem acreditavam que levar o selo garantia a qualidade. Mais do que ser aprovado pela regulamentação, eles acreditavam que seus nomes já eram garantia de qualidade. E modificaram o modo de os consumidores verem o sistema de denominação de origem.

O sistema de Indicazione Geografica Tipica, criado em 1992, foi criado, de certa forma, para abrigar e indicar, pelo menos, a região dentro da Itália onde esses já então gigantes da vitivinicultura mundial eram produzidos, já que estes vinhos, então conhecidos como Super Toscanos, eram classificados como Vino da Távola, a classificação dos vinhos mais simples da Itália. No IGT, as regras não eram tão rígidas e permitiam o uso de uvas forâneas (na época, basicamente Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah estavam em experimentação) e métodos de produção e envelhecimento antes proíbidos nas DOCs.
Assim, os super Toscanos passariam a indicar no rótulo IGT Toscana, que também se aplicou a todas as regiões do país.
Apesar do movimento dos vinhos “fora da lei” DOC ter se iniciado na Toscana com grandes vinhos de autor, hoje toda a Itália produz vinhos com IGT em seu rótulo. Ao contrário dos pioneiros do gênero, não significa que todo IGT seja um grande vinho de autor. Como as leis são bastante permissivas, há um pouco de tudo. E, nesse ambiente, mais do que a região ou a uva indicados no rótulo, o que conta mesmo é o nome do produtor. Assim, atenção aos nomes daqueles que assinam o vinho que vai comprar.






A nova Valencia
(Alexandra Corvo)
03/10/2011 às 17:20

A cidade e região vinícola de Valencia vêm se distanciando ano após ano da histórica produção de vinhos a granel, feitos para o dia a dia e está determinada a mostrar o potencial para vinhos de qualidade. Com o excesso de produção veio também a percepção de que era possível produzir menos, ganhando mais dinheiro, desde que se trabalhasse qualidade a partir do vinhedo – menores produções e maior qualidade.

Valencia produz todo tipo de vinho: desde brancos secos e leves a base da uva local Merseguera com um pouco de Macabeo e roses a base de Bobal e Garnacha. Monastrell é a principal uva de tintos, junto com a Bobal, Garnacha tintorera, Tempranillo e há plantações experimentais de Cabernet. Os estilos principais são os “jovens”, para serem consumidos já a partir do primeiro anos, e “crianzas” com um mínimo de 6 meses de barrica de carvalho, com mais potencial de envelhecimento em garrafa depois de lançados ao mercado.
Há algumas especialidades locais, produzidas na subzona de Valentino, como vinhos doces e demi-secos a base de Moscatel e Pedro Ximenez, assim como licorosos como Moscatel de Valencia.
Assim como todas as regiões espanholas que vem se renovando, a maioria dos melhores vinhos vem de produtores individualistas que apostam em pequenas produções de uvas locais, expressando melhor os diferentes terroirs da região. A mistura de variedades locais únicas, clima mediterrâneo ideal para a produção de tintos ricos e encorpados nas mãos de produtores cuidadosos e com conhecimento antigo de como lidar com este terroir sem dúvida brinda o consumidor curioso com novidades a alguns dos vinhos mais originais da costa mediterrânea.






Para o louco inverno tropical
(Alexandra Corvo)
14/09/2011 às 14:23

O inverno no Brasil é sempre a mesma coisa. São Pedro não se decide. Ou se decidiu alguma coisa foi, definitivamente, enlouquecer-nos com climas que variam em um dia o que levariam um ano em um clima mais certinho. No Brasil, no inverno, muitas vezes temos as 4 estações em um dia só.
E, para nós que gostamos de vinho, ou compramos uma boa adega para guardar um monte de tipo de vinho, ou somos ligeiros o suficiente para escolher dois estilos versáteis que combinem com o clima quente ou com o frio do nosso “inverno”.

Em relação aos brancos, o ideal é escolher um que seja rico aromaticamente, denso, gordo, alcoólico, mas também com boa acidez. Por que? Pois porque assim, se fizer um calorzinho, você resfria bem o vinho – a uns 8 graus -  e ele fica gostoso para tomar comendo uns petiscos de frios e queijos variados. Se fizer um super frio, você pode tomá-lo a uma temperatura mais alta 10-11 e pode tomá-lo com grandes cozidos de carne, comidas que, como já falamos aqui, ajudam a nos esquentar nos dias mais frios.
Exemplos de brancos versáteis: Chablis, brancos à base de Viognier no Sul da França, brancos de caráter ensolarado do Alentejo e do sul da Itália.
Já em termos de tinto, o raciocínio é justamente o contrário: vamos escolher um que seja mais leve. Por que? Pois pelo mesmo motivo. Se fizer um calorzinho, dá para resfriá-lo e tomá-lo como acompanhamento a petiscos leves no final do dia. Se fizer frio, tome-o a uma temperatura um pouco mais alta. Com isso também conseguimos combinar com algumas comidas mais ricas.
Estilos legais de tintos bem versáteis: Beaujolais Villages, tintos mais simples do Douro, Nebbiolos do Piemonte, Primitivo da Puglia, AOC Bordeaux à base de Merlot, enfim, opções não faltam.
Neste “inverno” tropical, nada mais útil do que vinhos versáteis para driblar as temperaturas variantes. Escolha o seu.
 






Os decantadores
(Alexandra Corvo)
02/09/2011 às 15:19

Os decantadores são sempre peças bonitas e vistosas, feitas de cristal transparente e brilhante que,  quando surgem no salão de um restaurante, chamam a atenção, principalmente pela pergunta: por que aquele vinho tem que ser decantado?
Há algumas situações específicas onde os vinhos devem ser decantados. A mais tradicional, que você já deve ter ouvido falar, é a que separa resíduos sólidos do líquido.
É geralmente aplicada a garrafas  bem antigas, depositados na garrafa ao longo dos anos. Geralmente vinhos do Porto muito antigos, ou outros clássicos como os grandes comunais de Bordeaux, Barolo, Brunello, norte do Rhône entre muitos outros,que tenham uma certa idade.
Além da função de separar os sólidos dos líquidos, ela também ajuda o vinho a abrir seus aromas, que costumam ficar mais fechados depois de tantos anos numa garrafa. Este lado da decantação nos servirá também para vinhos que são justamente o contrário: muito jovens. Mas não qualquer um. Vinhos que sejam densos, fenólicos, de muita concentração. Estes vinhos costumam vir de vinhedos com baixos rendimentoes, enologia cuidadosa, de extração lenta dos taninos, açúcares e ácidos do mosto. Como este estilo de vinho tem “muito de tudo”, é bom dar uma decantada para que ele se abra.
A dica aqui é, abra sua garrafa. Ponha o vinho na taça e cheire sem girar. Depois gire e sinta de novo. Se ele melhorou, decante-o. Se for jovem, pode jogar com vigor. Se for um vinho antigo, despeje muito lentamente o líquido no decanter e seja delicado no manuseio. Novo ou velho, desfrute!






Langhorne Creek
(Alexandra Corvo)
24/08/2011 às 14:26

Talvez uma das menos conhecidas regiões vinícolas de South Austrália, Langhorne Creek é também uma das mais antigas. Seu nome remonta à época em que Alfred Langhorne em meados do século XIX levava seu gado através do riacho Bremmer. A primeira vinícola da região foi Bleasdale, estabelecida em 1870 por Frank Potts e ainda dirigida pela quinta geração da mesma família.
É uma região de propriedades familiares, orgulhosa de ter plantações centenárias de Shiraz - uma das mais antigas do país. Apesar disso, é a terceira maior região em plantação, mas a maioria das uvas vão para cortes de vinhos engarrafados e vendidos em outras regiões. A região tem um senso forte de história e há, além das Shiraz antigas, alguns vinhedos sobreviventes de antigas Grenaches preservados dos arranques dos anos 80.
As variedades mais plantadas são Shiraz, Cabernet Sauvignon e Chardonnay.
É uma região de tintos e a região é conhecida pela consistência na produção de vinhos encorpados, ricos, com Cabernets cheios do clássico cassis, chocolate e menta e Shiraz com notas de ameixas pretas e toques terrosos.
Os brancos, menos conhecidos, aproveitam-se da influência fresca do Lago Alexandrina e são frescos à base de Chardonnay e ótimos resultados produzido com a Verdelho, uma curiosidade regional. Para quem gosta de beber vinho com história, uma região do novo mundo com mais história que muita região do chamado velho mundo.
 






A uva Bonarda (Croatina)
(Alexandra Corvo)
15/08/2011 às 15:45

Quando decidi escrever sobre a Bonarda, não podia imaginar a buraqueira de informação em que estava me metendo. Sabia que era uma uva da Lombardia, estava um pouco espalhada pelo norte da Itália e que existia na Argentina e vinha se desenvolvendo como tendência para ser a próxima coqueluche do país. Bem. É tudo isso e não é.

Sim ela existe na Lombardia e na Emilia Romagna e é conhecida como Uva Rara. Mas nas DOC Oltrepò Pavese (Lombardia) DOC Colli Piacentini (Emilia Romagna) o que se chama de Bonarda é na verdade, Croatina. E há 2 uvas chamadas Bonarda: Bonarda Grossa e Bonarda Piccola ou Bonarda Pignola – ambas subvariedades da Croatina.

Há uma Bonarda Piemontesa. Antes da filoxera representava 30% das uvas tintas plantadas no Piemonte.  Perdeu espaço para Freisa e Barbera, que são também uvas que dão vinhos fáceis de tomar. Lentamente vem retomando um pouco mais de popularidade e encontramos sinônimos como Bonarda dio Chieri, Bonarda di Gattinara, Balsamina.
Pode entrar no corte para dar cor e frescor nos vinhos das piemontesas de DOCs Sizzano, Boca, Lesona, Fara, Gattinara, Ghemme e Coste della Sesia. Sinônimos: Bonarda Piemontesa, Bonarda di Chieri, Bonarda del Monferrato, Bonarda dell’Astrigiano.

Na Argentina, acredita-se ser a Bonarda Piemontesa. Alguns ampelógrafos dizem que não tem nada a ver com a Bonarda italiana, que está relacionada a uma uva chamada Corbeau, ou ainda, pode ser a mesma que uma uva conhecida como Charbono encontrada na Califórnia que tem alguma coisa a ver com a Dolcetto.  Antigamente, na Argentina, não era usada sozinha nem para vinhos de qualidade. Nos últimos anos vem se comprovando que se pode fazer vinhos de qualidade 100% Bonarda. Com cuidado, entrega  vinhos com boa concentração e grande força aromática.

Independente de sua origem ou nome, a Argentina vem desenvolvendo um estilo de vinho baseado na Bonarda produzida ali que será, sem dúvida, uma boa opção – com maior frescor, frutosidade e menos corpo e álcool -  para o já quase cansativo estilo corrente, geleioso e alcoolico da malbec
 






SORTEIO DIA DOS PAIS de 04 a 12 de Agosto 2011
(WineStore)
04/08/2011 às 15:31
 
Concorra a um "Kit da Vinícola Robert Giraud (França)" em linda caixa de madeira com 2 garrafas,  Chateau Timberlay Tinto e Chateau Timberlay Clairete Rose, pelo Twitter da @WineStore_br
 
Basta twittar a mensagem: 
 
“Quer um Kit com 2 vinhos franceses da Robert Giraud? SEJA UM SEGUIDOR da @WineStore_br e RT p/ concorrer – http://kingo.to/L9M”.
 
Atenção, seja um seguidor da WineStore no Twitter para seu RT ter validade.
 
O sorteio acontecerá no dia 12 de agosto às 14h (SP).* 
 
*Para garantir a integridade e aleatoriedade da escolha, o sorteio será realizado através do sistema do site Sorteie.me, vinculado ao Twitter.
*O resultado será divulgado no dia 12 de agosto e o vencedor receberá mensagem através do Direct Message (DM) do Twitter para passar dados de contato para receber o prêmio.
*A promoção é válida somente em território nacional (Brasil). 
*Imagem meramente ilustrativa. 
 
Esse post foi publicado de quinta-feira, 04 de agosto de 2011 às 15:30. 
 
 
 
 
 





Se seu pai vive correndo.
(Alexandra Corvo)
01/08/2011 às 16:40

Pai não é sempre aquele ser sentadão e hierárquico. Tem alguns pais de alma (e corpo, por que não) muito ativa que adoram viver a vida em atividade física intensa. Gostam de surfar, correr, andar de bicicleta, viajar pelo mundo em busca de novos desafios. Estes são os pais atléticos, ativos, fisicamente inquietos.
Seu pai é assim? Então o vinho que você vai dar para ele deve chamar bastante a atenção para que ele fique sentado tomando, pois ele é do tipo que precisa sempre de estímulo para o que vai fazer. O que você pode fazer é dar um vinho bem perfumado, exuberante, cheio de aromas intensos, que causem interesse. E, por que não, vinhos que vêm de regiões onde as pessoas pratiquem esportes? Aposte, por exemplo, na fantástica produção de vinhos da Nova Zelândia, país conhecido pelos esportes radicais. Lá, dentre os tintos, a uva Pinot noir tem mostrado bastante destaque. Como o clima é bem frio, ela amadurece lentamente, dando vinhos perfumados, frutados, com toques de ameixas frescas e um pouco de couro muito interessantes. Se você acha que ele pode se interessar por um branco, os vinhos feitos com a Sauvignon blanc são os mais conhecidos do país, mas eu adoro os Riesling de lá, que têm toda a mineralidade que esta uva pode oferecer.
Outro país muito legal para presentear seu pai hiperativo é a Austrália. Conhecida pelas ótimas ondas e população jovem e ativa, o país tem vinhos encorpados, cheios de frutas, produzidos com a uva Shiraz que nasceu na França, mas foi também adotada pela Austrália como uva emblemática e dá resultados incríveis. O vale de Mc Laren dá alguns dos estilos mais modernos e interessantes.
O oceano Pacífico também rodeia regiões vinícolas moderníssimas. Aposte num californiano da uva local (só existe lá!) Zinfandel que dá ótimos e frutados vinhos. Se você sabe que ele prefere um vinho mais encorpado, vá de Cabernet Sauvignon. E no Chile, país de ótimas ondas no Pacífico, os vinhos mais leves vêm das regiões costeiras, como San Antonio e Casablanca e os mais encorpados do vale do Maipo.
Descubra o estilo de seu pai e surpreenda-o!
 






Se seu pai é um curioso.
(Alexandra Corvo)
27/07/2011 às 15:50

Você tem um pai que às vezes parece um irmão? Ele é curioso por novas tecnologias, perguntão, gosta de novidades, se interessa pelas coisas novas que você faz? Então seu pai é do estilo moderno. Tem uma mente rápida e infantil no melhor dos sentidos: aberta para o novo e para o desconhecido.
Para acertar na hora de dar um vinho para ele, o legal mesmo é ir, é claro, atrás de novidades. Ele já deve ter ouvido falar das regiões clássicas e provavelmente já as provou. Mas ele deve estar querendo saber o que há de novo no mundo do vinho. E, assim como a gastronomia, a Espanha vem se destacando com novas regiões produtoras fora do circuito Rioja Ribera del Duero. A região mais inovadora do país, sem sombra de dúvidas, é o Priorato. Por causa do clima difícil (verões que beiram os 45 graus na época da colheita e invernos de zero graus) a região ficou esquecida por muitos anos. Nos anos 90 ela foi reconstruída por um pequeno grupo de produtores apaixonados e hoje é a grande coqueluche dos amantes das novidades. Sao tintos estruturados, cheios dos aromas minerais vindos dos solos peculiares de “licorell” encontrados na região, com taninos finos e firmes, cheios de sabores.
Valência vem redescobrindo sua uva autóctone Bobal, encontrada apenas ali. Apesar de ter muito tanino (e ter sido mais utilizada em cortes para incrementar os taninos dos vinhos), ela dá graduações alcoólicas mais moderadas. Tem boa acidez e os aromas são mais frescos, lembrando ervas e frutas vermelhas frescas. Infelizmente muitas vinhas velhas e de qualidade estão sendo arrancadas e sendo substituídas por uvas mais populares. Garanta o presente do seu pai antes que esta antiga variedade desapareça.
Fora da Espanha, há ótimas regiões pouco conhecidas no sul da França, com Costières de Nîmes e Côtes de Provence, com vinhos ensolarados que mostram nos aromas e nos sabores toda a tipicidade do mediterrâneo, com perfumes de ervas provençais, lavanda e o “sol” que aparece pelas graduações alcoólicas mais altas e aromas de frutas maduras.
O novo mundo sempre procura novas uvas para explorar: a branca Torrontés na Argentina ainda é pouco respandida. A Tannat (uva do sudeste da França) no Uruguai está começando a mostrar todo seu potencial. A Austrália procura novos climas, mais frescos, para produzir brancos perfumados, como as regiões dentro de Victoria.
Enfim, novidades não faltam. Esbalde-se na hora de alimentar a mente curiosa de seu pai-irmão!






Se seu pai é um clássico!
(Alexandra Corvo)
25/07/2011 às 16:02

Seu pai gosta de música clássica? Curte bons filmes, visitas a museus, é chegado num livro dos grandes autores da literatura mundial. É daquele jeitão mais quieto, observador? Então seu pai é do tipo clássico. Se você optou por presenteá-lo com vinho, então opções não faltam.
A grande dica é apostar nas regiões conhecidas por serem muito tradicionais e que têm longa história na produção de vinhos. Se você sabe que ele gosta de grandes tintos encorpados, aposte nos vinhos de AOC comunais (com o nome da cidade) que costumam ter mais tipicidade que os de AOC genérica Bordeaux. Os da região de Graves são tânicos e firmes, enquanto que a AOC Saint-Émilion produz estilos mais fragrantes e perfumados com notas florais, à base da uva Merlot. Mais sutis, mas ainda firmes e estruturados, os vinhos da AOC Châteauneuf du Pape, da região às encostas do rio Rhône são ótimos exemplos de aromas e sabores perfeitos para aqueles que apreciam estilos bem clássicos.
Na Itália, Amarone – da região do Vêneto - é sempre uma ótima opção dentre os vinhos mais ricos, apimentados e encorpados. Do Piemonte, vá sem medo nos Barolos – isso se seu pai gosta de vinhos cheios de taninos ou bons Brunellos di Montalcino (da Toscana) onde o clone Sangiovese Grosso, chamado Brunello na cidade de Montalcino (daí no nome da DOCG) dá vinhos cheios de taninos, álcool e frescor equilibrados, com aromas terrosos, achocolatados e intensos. E, falando em “achocolatado”, um vinho do Porto 10, 20 ou 30 anos são lindas opções para a sobremesa.
Para seu pai que é clássico, a Europa é, sem dúvida, a casa dos sabores mais tradicionais. Não hesite!






A grande Historia do vinho
(Alexandra Corvo)
20/07/2011 às 15:41

A história do vinho é grande. É longa. Está diretamente ligada à história da humanidade. E, sobretudo, é uma história linda. Uma história de amor entre homens e vinhas. Há muitos livros escritos sobre este romance. Alguns focam em épocas diferentes, alguns em regiões, alguns em métodos de produção. Mas, há um livro que, sem dúvida, consegue reunir todas as épocas e fatos mais importantes da história do vinho e é, sem dúvida, o mais completo e acessível livro já escrito.
Hugh Johnson em sua “História do Vinho” retrata finamente toda esta história com grande profundidade e ao mesmo tempo, grande fluidez. Tem ilustrações fenomenais, um texto delicioso e fácil de ler, mas recheado de muito conhecimento. O autor começa falando de descobrimentos que teorizam sobre a existência de vinhedos cultivados datando de 7 mil anos a.C. na região da Geórgia, antiga União Soviética. De aí passa para o Egito, Grécia, e passeia pela história de todas as grandes regiões vinícolas do mundo e sua formação, chegando até nossos dias, com o surgimento do novo mundo e a resposta da velha Europa aos novos vinhos.
O livro é belíssimo e é leitura obrigatória para qualquer pessoa que queira entender o que faz do vinho a bebida mais apaixonante e humana que há.

O que: A História do Vinho
Quanto: R$ 160,00
Onde: Livraria do Ciclo – Rua Maria Figueiredo, 305 – Paraíso – SP. Entregam para todo o Brasil. (frete à parte)
 






Da Madeira, pra pensar
(Alexandra Corvo)
18/07/2011 às 14:37

Os vinhos da Madeira são mais conhecidos pelos molhos para carne nos quais são utilizados. Uma pena. Uma região com tal história vinícola deveria estar mais em evidência. Faz parte de um arquipélago que fica uns 650 quilometros da costa de Marrocos. Tem encostas íngremes e paisagem verdejante. Segundo nos conta Hugh Johnson em seu “Atlas Mundial do Vinho”, quando os portugueses chegaram lá por volta de 1419, botaram fogo nas florestas cujo solo, ainda assim, se mantiveram férteis por causa das cinzas das matas.
No começo as uvas (Malvasia) foram plantadas na ilha de Porto Santo, onde amadureciam bem. Mas na ilha da Madeira davam um vinho pouco maduro, cheio de acidez e adstringente. No entanto, eles eram levados para as Américas e, junto com uma dose de álcool que levavam para não estragarem, parece que ficavam melhor depois de terem passado pelo calor do Equador. E, ainda, quando iam e voltavam, o resultado era ainda melhor. Assim, os produtores começaram a simular este calor nas próprias bodegas.
Hoje o vinho passa por um processo de estufagem, onde são aquecidos até 45 graus. Alguns produtores preferem passar os vinhos por barricas (processo chamado canteiro). Antigamente os vinhos também passavam por um sistema de mistura de várias safras, o sistema de soleiras, como vemos em Jerez. Atualmente os vinhos costumam ser de uma safra apenas e envelhecidos por 5 anos em madeira.
No rótulo pode aparecer a uva, mas geralmente o que aparece é a idade (3, 5, 10 e 15 anos) e o nível de doçura. Os estilos Malvasia, ou Malmsey são os mais doces. Verdelho é menos doce. Sercial costuma ser o estilo mais seco.
Os madeiras são brancos doces e com toques tostados de seus peculiares processos de envelhecimento. Mesmo tendo uma variedade grande de estilos, são vinhos complexos no aroma, com grande equilíbrio de acidez, frutosidade, mineralidade. Merecem atenção e devem ser degustados lentamente. São vinhos para se tomar pensando...são os típicos vinhos de meditação. Não deixem de provar estas raridades.
 






A potência e elegância do Priorato
(Alexandra Corvo)
13/07/2011 às 14:52


Conforme nos conta Hugh Johnson em seu “Atlas Mundial do Vinho”, no capítulo sobre o Priorato, “em 1990 o governo catalão publicou uma obra substancial sobre os 1000 anos do vinho catalão onde a região do Priorato nem sequer foi mencionada. No final de mesma década, esta pequena região produzia, alguns dos vinhos mais excitantes e mais caros da Espanha”. O que aconteceu?
A região é antiquissima e foi desenvolvida e teve sua produção garantida e protegida por monges da abadia de Scala Dei. Até antes da filoxera havia 5 mil hectares de vinhas plantadas que foram abandonadas e, nos anos 80 havia apenas 600 hectares de vinhas antigas de Cariñena. Foi René Barbier, seguido por José Luis Pérez Verdu, Alvaro Palacios, Dafne Glorian e Carles Pestrana alguns dos produtores que colocaram a pequena região no mapa dos grandes vinhos do mundo.
O cultivo é difícil. Faz menos de 0 graus no inverno e os verões são quentes e abafados, chegando facilmente a 40 graus. As encostas são íngremes, difíceis para colher. Mas o clima quente, o solo famoso de “licorella” – um tipo de ardósia quente, marrom, dão um caráter único aos vinhos da região. Eles são muito cheios, muito fragrantes, com uma nota mineral (que pode lembrar pedras quentes ou carvão) e sempre maduros, com taninos finos, muito extrato e ótima graduação alcóolica.
As uvas mais cultivadas na região são a já citada Cariñena, Garnacha, Cabernet, Merlot, Syrah e há pequenas plantações de uma antiga uva local, Samsó.
Este estilo de vinho é o que nos faz passar horas com eles. Mostram toda sua complexidade lentamente. Abrem-se aos poucos, precisam de tempo. Podem ser mais frutados, mais minerais, podem mostrar toques florais, amadeirados. São densos na boca, têm força e elegância, são alcoólicos, mas equilibrados. Esquentam o corpo com sua força, mas sobretudo, esquentam a mente e a alma com seu poder aliado às suas sutilezas. Vinhos que pedem (e devemos conceder) atenção ao tomar. Perfeitos para noites frias de invernos.






Espanha Clássica
(Alexandra Corvo)
11/07/2011 às 15:17

Apesar de todas as revoluções pelas quais a Espanha passou nos últimos 10 anos, a primeira coisa que vem à mente de uma pessoa, quando mencionamos Espanha vitivinícola, é a Rioja.
Sem sombra de dúvidas a região mais clássica do país, ela vem também se revolucionando aos poucos. Antes, seus vinhos eram conhecidos por passarem por processos muito longos de envelhecimento, carregados com os perfumes das longas passagens por barricas de carvalho novo. Hoje em dia, apesar de os processos de envelhecimento ainda serem bastante utilizados, a viticultura se revolucionou, com rendimentos mais baixos, dando lugar a vinho mais frutados, ricos e com melhor equilíbrio entre fruta e madeira. A presença crescente da Cabernet Sauvignon, utilizada em pequenas quantidades nos vinhos, também dá mais estrutura aos vinhos.
Os vinhos tintos são compostos por uma base de Tempranillo, com pequenas e variadas porcentagens de Garnacha, Mazuelo e Graciano.
A região fica no nordeste do país, onde climas diferentes se encontram e oferecem gamas de vinhos dos mais variados.
Podemos separar a Rioja em três partes:
Rioja Alta
Tem  clima continental moderado, de influência cantábrica (mais fria e úmida). São solos argilo calcários, onde a Tempranillo se destaca, amadurecendo em plenitude e dando grandes vinhos com muito corpo, extrato e ótima graduação alcoólica, ótimos para passar pelos diferentes processos de usados na região.
Rioja Baja
Nesta região chega uma influência do clima mediterrâneo e as uvas amadurecem muito bem, chegando a boas graduações alcoólicas e de taninos e cor. O clima é também mais seco que a Rioja Alta. A Garnacha está bem adaptadas no solo argiloso com ferro da zona.
 Rioja Alavesa
Tem uma topografia acidentada, com bastante calcário, ótimo para todas as variedades usadas nos vinhos da DOCa. Rioja. Os vinhedos ficam protegidos da influência fria a úmida do mar Cantábrico pela Sierra de Cantabria. Aqui se produz a maioria dos perfumados e florais tintos “jovenes”, conhecidos como “de cosechero” .
Os termos abaixo, encontrados nos rótulos dos vinhos riojanos, estão ligados aos tempos de amadurecimento e significam:
• Jóvens: vinhos que nao passam por barricas. Muitos são produzidos na Rioja Alavesa, com  maceração carbônica. Chamados localmente de “vinos de año”, ou seja, vinhos de consumo rápido. São frutados e fáceis de tomar.
• Crianza: a regra para utilizar a palavra é que os tintos tenham passado pelos menos 2 anos (mínimo um em barrica) em amadurecimento na bodega. Têm a força frutada e toques abaunilhados da passagem por madeira. Em boca são firmes, mas ainda fáceis de tomar.
• Reserva: devem passar um ano mínimo em barrica, totalizando 3. São vinhos que não mostram tanto a fruta, mas o caráter do tempo em carvalho, com notas mais tostadas e de notas frutadas mais discretas. 
• Gran Reserva: pelo menos 2 anos em barrica e 3 em garrafa antes de saírem para comercialização. São vinhos complexos, com notas de frutos secos, couros e animal. Na boca são muito evoluídos, elegantes, mais magros, com os taninos já macios e bom frescor, com bastante força no retrogosto.
A Rioja é assim. Cheia de estilos variados, todos clássicos, mas sempre diferentes.
Escolha o que te dá mais prazer e saúde.
 






Variedade de harmoniza com versatilidade
(Alexandra Corvo)
07/07/2011 às 15:04

No inverno ficamos mais em casa, quentinhos, e aproveitamos para ver aqueles amigos que não vemos faz tempo, usando a deliciosa desculpa de nos reunirmos em volta de uma garrafa de vinho. Não é incomum escolhermos como “menu” uma tábua bem variada de queijos – é fácil de fazer e tem estilos para todos os gostos. Como estamos no inverno, vou focar em tintos, apesar de acreditar que os brancos são os melhores amigos dos queijos. Os queijos mais comuns usados pelos brasileiros são: brie ou camembert, parmesão, gorgonzola ou roquefort, gouda, emmenthal e mussarela de búfala fresca. No entanto, cada queijo prefere um estilo de vinho.
O brie, apesar da textura cremosa que pode enganar, é um queijo briguento para harmonizar. Sua casca tem um cheiro forte de champignons e, no caso de o queijo estar bem maduro, amônia. Aqui no Brasil costumamos consumir o queijo mais jovem, então ele não tem o gosto tão pronunciado. Mesmo assim, ele precisa de vinhos delicados e frutados, que acompanhem seu sabor, sem se impor.
Os queijos de sabor mais “adocicado” como gouda ou emmenthal gostam de vinhos também frutados e de corpo delicado. Tintos leves como Chiantis, Dolcettos do Piemonte ou Merlots brasileiros podem ser boas ideias. Os queijos frescos – de cabra, de vaca ou de búfala – são amigáveis e vão bem com muitos estilos de vinhos. Tintos leves à base de Pinot noir podem ser ótimas opções. Os queijos mais salgados e de textura mais “farinhenta” como o parmesão gostam de vinhos com poucos taninos mas com bastante extrato de sabor. Malbecs argentinos, Shiraz australianos ou os vinhos do sul da Itália: Primitivo di Manduria e Nero d’Avola da Sicilia são bons acompanhamentos.
Agora, a questão é: e se não queremos ter vários estilos de vinhos, apenas um ou dois, como fazer? A melhor coisa a se fazer é comprar tintos “flexíveis” e versáteis, não muito imponentes que acompanhem todos, sem chamar muito a atenção. Os vinhos do Dão têm muita elegância e leveza, o que faz deles boas opções diante de uma tábua variada. A uva Pinot noir no novo mundo dá resultados muito frutados no aroma, mas delicados em boca, com poucos taninos. Sugiro vinhos da Nova Zelândia e do vale do Casablanca no Chile. Tintos da fria região do Friuli vão super bem. Enfim, não faltam opções. A ideia sempre, na hora de convidar os amigos é que os vinhos escolhidos tenham estilos versáteis e flexíveis para que o encontro de queijos, vinhos e amigos seja incrível.






Do Douro, não do Porto
(Alexandra Corvo)
05/07/2011 às 14:36

Mais conhecida pela produção do mítico Vinho do Porto, a região do vale do rio Douro até há pouco tempo, não era vista – pelo menos para o grande público -  como um grande centro em de produção de vinhos não fortificados. Existiam, claro, mas não estavam em evidência. Hoje, podemos afirmar, tranquilamente, que o Douro é a região mais proeminente em termos de boas surpresas, novidades, inovação aliada a tradição de Portugal. Não só seus vinhos seguem este raciocínio como a comunicação dos produtores com o consumidor vem se estreitando, em busca de um entendimento.
Os tintos ali produzidos contam com vários fatores a seu favor para que sejam de qualidade. Primeiro, uma herança de variedades de uvas vista em poucas (para não dizer em nenhuma) regiões do mundo. Além disso, o famoso solo de xistos variados que são ótimos para o amadurecimento das uvas e conferem um mineralidade peculiar ao vinhos. Além de tudo isso, o calor (com fresquinho à noite) na época do amadurecimento das uvas resulta em vinhos ricos em extrato fenólico (cor e taninos) e álcool, o que faz deles vinhos perfeitos para as épocas mais frias do ano por aqui.
O conjunto: riqueza varietal+ solo e climas perfeitos para o pleno amadurecimento+produtores interessados em sempre melhorar






O que e como beber?
(Alexandra Corvo)
29/06/2011 às 14:57

Outro dia me perguntaram se beber vários tipos de bebida, numa festa onde há várias opções, fazia mal. Olha, eu não sou médica e realmente, pela minha experiência, depende muito do organismo de cada um e, até posso dizer, do ânimo de cada um no dia pois já vi gente que está acostumada a beber passar mal com uma ou duas doses.
Agora, o que eu posso dizer é que, misturar muitas bebidas não é das melhores coisas quando queremos aprecisar alguma delas.
Assim, se estiver numa festa e pasar pela tentação de tomar várias coisas, tenha o cuidado de, em primeiro lugar, beber pouco e, em segundo lugar, escolher bem a ordem.
Você pode começar com um coquetel que seja seco como um dry martini, ou uma taça de espumante brut. Coquetéis ou vinhos adocicados ou com muito informação (muito aromáticos ou muito saborosos) arruinam qualquer paladar.
Depois, caso haja um jantar com entradinha e prato principal, como é comum em casamentos ou festinhas, siga para uma bebida com sabor que combine. No caso de uma salada ou entrada fria, você pode tomar uma caipirinha ou um vinho branco refrescante.
Quando chegar aos pratos quentes, se for uma carne, um vinho tinto leve pode combinar sem chamar muito a atenção. Se você escolher ficar nos destilados, um golinho de bom whisky pode ser uma ótima companhia.
O importante é ser moderado. Muita opção de bebida não é, definitivamente, sinônimo de beber bem. Saber se controlar e seguir uma linha lógica de sabores das bebidas é a melhor dica para aproveitar a festa, seus sabores e ter boas memórias no dias seguinte.
 






Negra como a noite.
(Alexandra Corvo)
27/06/2011 às 14:29

Não fui eu que inventei esse termo para a Syrah. Já varios autores se referiram a esta uva como “a negra”. Isto porque sua pele é muito escura, realmente quase negra e seus vinhos acabam sendo assim também.



Ela tem origem na parte setentrional do vale do rio Rhône, na França. Há historietas sobre sua origem na cidade de Shiraz, antiga Persia, onde hoje é o Irâ ou Siracusa, na Sicilia, mas fiquemos com sua origem mais “recente”.
Ela tem se mostrado capaz de adaptação a várias regiões, principalmente algumas mais quentes. Tem mostrado grande afinidade com os diferentes climas da Austrália, mas aparece com bons resultados no sul da França, no Alentejo, Portugal, África do Sul, Sicília, Itáia e Chile.

Como disse, seus vinhos são negros, ricos em anotcianos e atraentes visualmente pela densidade. No nariz pode mostrar toques de pimenta do reino, alcaçuz, azeitonas negras, tabaco e frutas pretas. Nos países do novo mundo, apresenta notas mais tostadas, mais quentes, com frutas mais exuberantes e, na Austrália, onde é super plantada, pode apresentar uns toques de hortelã ou eucalipto.
Sempre tem bastante tanino, são firmes e terrosos. Costumam ser mais “doces” (no sentido da textura) na Austrália e nos países do novo mundo em geral. Em geral, encontramos os seguintes estilos:

SUL DA FRANÇA
Vem aumentando a porcentagem na Provence e Languedoc, onde dá vinhos firmes, longevos e alcoólicos, de aromas de ervas cozidas.

CLIMAS QUENTES
Austrália:
toques maduros de frutas em compotas, geleia de menta. Na boca é denso e espesso, quase adocicado, lembrando chocolate.
Em Victoria ou Coonawarra, de climas mais frrescos, é mais apimentado e seco.
Califórnia: mais alcoólicos que os australianos. Paso Robles e Santa Barbara têm mais equilíbrio.
Argentina: densos, ricos, sobra exuberância e falta acidez.
Chile: frutados e amadeirados em Colchagua.
Sicilia e Toscana: vinhos firmes, tânicos e terrosos.

CLIMAS FRIOS
Chile
: vales de Limari, San Antonio e Elqui atingem elegância, com vinhos perfumados e florais.
Washington: plantações crescem e climas frescos como Yakima dão notas de cereja. Os mais quentes dão notas de ameixa seca e frutos negros.
Nova Zelândia: muito frio, em geral, mas em Gimblett Gravels desenvolve perfume e estrutura tânica e alta acidez.
 






Adeus Calor
(Alexandra Corvo)
20/06/2011 às 15:55

Nunca consigo decidir se é bom ou ruim que o outono e inverno lentamente venham chegando. Por um lado é ruim porque ficar sentada no escritório toda empacotada pode ser incômodo e a sensação de sair da cama logo de manhã pode ser mais frustrante ainda. Por outro lado é bom porque comemos mais e melhor. Tomamos mais vinhos. Vemos mais filmes...bem, pelo menos esse é meu caso.
Assim como há vinhos que são ótimos para o verão – por exemplo brancos frescos aromáticos e vinhos óbvio para o inverno, também há regiões que produzem estilos perfeitos para as estações de transição.
Sem dúvida, a região da Provence é uma delas. Seus rosés delicados - na cor e nos aromas - acompanham sábados à tarde onde o calor surge de sopetão. Têm baixa graduação alcoólica, mas são saborosos, com notas de frutinhas (groselha e morango) e toques que lembram oleos perfumados. Ótimo para beliscar petiscos à base de tomate e manjericão.
Seus tintos, de corpo médio, firme e álcool médio são cheios de aromas do mediterrâneo: ervas secas aromáticas, alecrim e frutas maduras, em geleia. Acompanham bem massas com ragus, carnes feitas na panela cheias de ervas e texturas suculentas. Na dúvida na hora de rechear a adega com vinhos para o outono, Provence é sua região.






Vinhos do extremo sul do mundo
(Alexandra Corvo)
20/06/2011 às 15:38

Há vinhedos no mundo que são frios porque estão em climas mais continentais. Outros são frios porque são regiões muito longe do equador – para o norte ou para o sul. Outros são frios porque estão em altitude. Bem, Central Otago, na Nova Zelândia, é tudo isto ao mesmo tempo. Apesar de estar em um ilha, é uma região afastada do litoral e o clima é marcadamente continental. Tem montanhas que se mantêm nevadas até no verão. É o vinhedo, sem dúvida, mais meridional do mundo. E as geadas sopram frias o ano todo.
A sorte para os vinhedos é que a região está naquele famoso buraco na camada de ozônio: há muita luminosidade, muito sol no verão, o clima é seco e as uvas amadurecem à perfeição, sempre mantendo o frescor e acidez típicos dos climas frios.
A uva Pinot noir se desenvolve tranquilamente por aqui, dando vinhos prontos para beber logo que saem ao mercado. Têm notas de frutas vermelhas brilhantes, com álcool, extrato e acidez. Excelente exemplos da Pinot noir dos vinhedos mais ao sul do mundo.
 






Cremosa, gostosa e quentinha...
(Alexandra Corvo)
10/06/2011 às 15:29

Não sei no que vocês estão pensando, mas estou falando de fondue. Observem o gênero feminino: diz-se a fondue e não o fondue. É uma mistura de queijos – não vou entrar na discussão de sua origem. Que eu saiba é Suiça, eu morei por lá e foi o que me disseram. E os queijos geralmente são o Gruyère, Emmenthal, Vacherin, com variações de proporções segundo a região. A velha briga europeia. Basicametne os queijos são todos meio adocicados e muito cremosos. Na Suiça eles colocam um pouco do vinho branco local, feito com a uva Chasselas. Relativamente neutro, ele dá uma levantada nos sabores do queijo. O kirsh, álcool à base de frutas dá um sabor pronunciado e é necessário ser maestro para dosar certinho.
Se seguirmos a tradição Suíça, vamos de vinho branco. Eu indiquei os vinhos da Bourgogne como tintos legais para a fondue de carne e indicaria a mesma região para os brancos. Sim, porque eu acho que fondue fica boa mesmo com vinho branco tomado a 18 graus. Os brancos da Bourgogne são gordos, encorpados, cremosos, com toques lácteos que lembram os queijos e a manteiga.
Agora, se você não abre mão de um tinto, iria com algo de corpo médio, com um toque de fruta, mas não muita e um pouco de tanino, mas não muito...algo como um Beaujolais Villages, ou até um dos 10 Crus da região. Ou ainda, um vinho da região central do vale do Rhône, como um Châteauneuf du Pape ou Vaqueyras. Aliás, a fondue é uma ótima oportunidade de conhecer ou rever regiões que faz tempo que não degustamos.

 






A fondue Bourguignonne e seus vários sabores.
(Alexandra Corvo)
10/06/2011 às 15:26

O que aqui no Brasil chamamos de fondue de carne é mais conhecida na Europa por fondue Bourguignonne, ou seja, da Borgonha. O que já dá uma dica boa de onde pode ser o vinho para acompanhar. Os vinhos tintos de AOC Bourgogne regionais (sem indicação de comuna ou de cru) são boas opções para este prato.
Primeiro, são vinhos delicados e leves, flexíveis para diferentes sabores no mesmo prato. Além disso, são vinhos com bons preços.
Depois de fritarmos a carne no óleo, ela é passada por diferentes tipos de molhos. E é claro que não vamos ter um vinho para cada tipo de molho. Até porque, a razão principal de nos juntarmos em volta da fondue não é ficar enlouquecendo com a harmonização certa, mas sim para nos juntarmos com gente querida e NÃO nos preocuparmos com isto.
Assim, a flexibilidade de estilo que a Pinot noir – única uva tinta autorizada na região – dá nesta AOC é perfeita para a nossa fondue de carne. Aromas discretos, levemente frutados, com toques tostados muito leves, às vezes notas florais. Na boca tem taninos discretos, frutas e bom frescor. Tudo perfeito, discreto e gostoso para combinar com os vários sabores que acompanham nossa fondue bourguignonne.
 






RESULTADO SORTEIO WINESTORE 09 de Junho de 2011 - Dia dos Namorados
(WineStore)
09/06/2011 às 14:08






Pra não errar na hora de combinar
(Alexandra Corvo)
09/06/2011 às 10:34

Combinar vinho e comida pode ser confuso. Por um lado, se nos prendemos muito em acertar, viramos uns chatos. Por outro, se não observamos pelo menos um pouco as características do vinho e da comida, podemos estragar um ou outro. O livro da Joanna Simon tem um tom interessante para abordar o tema, é leve, mas com um conteúdo bem desenvolvido. Além disso, é um livro bonito, pode ser um ótimo presente.
Tem uma introdução sobre os sabores e texturas de vinhos e de comidas. Discorre um pouco sobre as regrinhas básicas e clássicas, fala dos ingredientes problemáticos de combinar com vinho e, daí, vai para a cozinha – descreve como as formas de cocção influenciam as texturas e sabores dos pratos e como usar este conhecimento na hora de harmonizar.
Na parte dos vinhos, ela começa falando das uvas e dos diferentes estilos que cada uma (das principais) produz nas diferentes regiões onde estão presentes. Depois ela aborda os vinhos por região e dá dicas de receitas locais para combinar perfeitamente com os vinhos.
No final tem um guiazinho básico, de consulta rápida, para quem foi pego de surpresa e não teve tempo de se organizar para um prato ou uma garrafa de vinho que um amigo traz a casa.
O que?: Vinho e Comida
Quanto?: R$ 87,00
Autor: Joanna Simon
Onde?: Na Livraria do CiclodasVinhas  - rua Maria Figueiredo, 305 – paraíso – SP – SP
11. 3284 36 26



Comentários(1)


Leonardo | 09/06/2011 às 20:44
Olá...estava com uma duvida em qual vinho seria melhor para combinar com feijoada..sei que um prato muito forte...estava vendo que pode ser que combine um lambrusco ou um cabernet sauvignon, gostaria de uma sugestão..obtigado.




Na temperatura do amor...
(Alexandra Corvo)
07/06/2011 às 11:04

É diferente escolher o vinho que você vai dar de presente para seu amor, daquele que você vai tomar com ele no dia dos namorados. É mais difícil por um lado. Mais fácil por outro. É difícil porque você vai estar ali na hora que a pessoa toma, vocês vão tomar juntos, então realmente você dá a cara pra bater. Por outro lado, é mais fácil exatamente pelo mesmo motivo. Sim! Você vai estar lá, vai rolar um papo, vocês provavelmente vão comer alguma coisa juntos, vão se olhar nos olhos, enfim, puro amor. Então o vinho não vai ser tão protagonista, porque você vai estar lá para brilhar.
Por outro lado, talvez você ainda não saiba o que seu amor vai querer comer – no caso de irem a um restaurante. Então o legal é pedir um vinho bem flexível, que vai um pouco com tudo.
Boas dicas: os Bourgognes tintos de AOC regional são leves e delicados. Combinam com carnes e peixes, então vocês podem pedir coisas diferentes que ele harmoniza com uma paleta ampla de sabores. Outra boa dica são os espumantes rosé: eles são gastronomicos, combinamo com carnes tipo vitela, cordeiro e mignon bovino, por exemplo, já que têm um pouco de taninos e a estrutura das borbulhas. . Dos peixes, vai bem com os populares salmão e atum. E o bom dos rosés é que – no caso de estar friozinho – não precisam ser tomados gelados. Podem ser tomados a 12 graus. Esta temperatura é boa porque não choca com a temperatura dos pratos. Se vocês forem a um restaurante japonês para comer sushis e comidas frias, aí podem resfriar um pouquinho mais a garrafa.
E, claro, não precisa tomar nada tão gelado já que esta noite é para que tudo esteja mais aquecido: desde a comida até os olhares, os beijos e os corações.
 






Ai, o Amor...
(Alexandra Corvo)
02/06/2011 às 14:13

Com letra maiúscula, de preferência, não? Dar presente é muito bom e o post vai agora porque temos a data comercial do dia dos namorados, mas dá para usá-lo ao longo do ano todo pra presentear seu amor.
Primeiro, ajudo as meninas a escolherem. O que dar de presente para o namorado? Uma boa dica é pensar na personalidade dele. Se for mais quietão, tímido, boas dicas são vinhos “tímidos” ou mais discretos. São aqueles menos exuberantes, mais densos, que demoram para mostrar seus aromas. Alguns exemplos: vinhos da Catalunia, na Espanha, os vinhos da Bourgogne, na França e, também, vinhos do Dão, em Portugal.
Se ele é mais espalhafatoso, extrovertido, podemos investir num vinho que seja assim também. Boas dicas vêm dos países do novo mundo: da Austrália, há vinhos com a uvas Shiraz, da Argentina, com a Malbec, do Chile há vinhos de Cabernet Sauvignon incríveis. Se ele gostar de vinhos europeus, pode achar este estilo exuberante na Sicília, no Douro, em Portugal e na região de Castilla y Léon, precisamente em Toro.
Agora, o que dar para elas? Não afirmaria que há um gosto feminino. Mas é verdade que há um lado romântico nos espumantes. Creio que presentear com uma linda garrafa de espumante é elegante. Ele pode ser um prosecco leve e delicado, com aromas de frutas frescas e sequinho em boca. Pode ser um Champagne imponente, com aromas densos, minerais e tostados e encorpado em boca. Pode ser um Asti perfumado e doce.
Agora, se você sabe que sua amada gosta de tintos, por que não um de uma região romântica? Como a Provence (que tem tintos encorpado) , Beaujolais (tintos e delicados) ou da Toscana (de corpo médio, mas firme) ? Os estilos são diferentes, mas a história das regiões dá papo para todo o jantar do dia dos amados.
Ficam as dicas, espero que acertem e feliz dia dos namorados!






SORTEIO DIA DOS NAMORADOS WINESTORE de 01 a 09 de Junho 2011
(WineStore)
01/06/2011 às 11:07

 

Concorra a um "Kit Corte Real Viña Extremeña Conquistadores" pelo Twitter da @WineStore_br.

Basta twittar a mensagem:

“RT p/ concorrer #Sorteio #Diados Namorados Kit de 3 vinhos Corte Real Conquistadores? SEJA UM SEGUIDOR @WineStore_br -  http://kingo.to/DSH

O sorteio acontecerá no dia 09 de junho as 14h (SP).*

*Para garantir a integridade e aleatoriedade da escolha, o sorteio será realizado através do sistema do site Sorteie.me, vinculado ao Twitter.
*O resultado será divulgado no dia 09 de março e o vencedor receberá mensagem através do Direct Message (DM) do Twitter para passar dados  de contato para receber o prêmio.
*A promoção é válida somente em território nacional (Brasil).
*Imagem meramente ilustrativa.

Esse post foi publicado de quarta-feira, 01 de junho de 2011 às 11:00.

 


 






O Supertoscano da Confraria de Junho
(Confraria)
31/05/2011 às 15:37

I Balzini White Label Cabernet Sauvignon Sangiovese 2002 (Itália)
Tipo: Tinto
Uva: Sangiovese (50%), Cabernet Sauvignon (50%)
Safra: 2002
Região Produtora: Toscana
Volume: 750 ml
Descrição Analítica: Álcool: 14.0% Vol
Corpo: Encorpado
Maturação: MADEIRA
Temperatura de Serviço: 16º a 18º
Caixa: 6X750
Enólogo: Vincenzo D´Isanto
PRODUÇÃO
Solos de argila alternados com areia amarela com fósseis marinhos. Sistema de plantio "morro acima" (fileira ao longo da montanha e não paralelas como é o usual). Colheita manual (a única forma possível devido à forma do plantio). A fermentação ocorre com temperatura controlada (28-30°C) e a maceração (contato com as cascas) por 10-12 dias. Passa por fermentação malolática e tem amadurecimento em barricas francesas novas por 12 meses. Posterior ao engarrafamento ainda passa pelo menos 1 ano na vinícola antes de sua comercialização.
DEGUSTAÇÃO
Cor rubi intenso. Aromas de frutas vermelhas maduras, frutas escuras (cereja), especiarias (pimenta), violeta e tabaco. Na boca é seco, encorpado, com ótima acidez, taninos finos, álcool bem integrado, macio e longo.
HARMONIZAÇÃO
Ideal para acompanhar carnes assadas e queijos meia cura.

Wine Spectator – 91 Pontos Safra 2002
Vinho de cor vermelho-rubi intensa e profunda, com as características marcantes do Chianti e pela presença do Cabernet Sauvignon. Bouquet complexo e elegante com toques de frutas vermelhas bem maduras, fundidos aos aromas quentes proporcionados pelas barricas com notas de madeira aromática e especiarias. Macio, equilibrado e agradável na boca, é um vinho persistente e de caráter, que reflete suas características territoriais em perfeita harmonia com o toque inovador do Cabernet Sauvignon.
Castas: Cabernet Sauvignon 50% e Sangiovese 50%.

Wine Enthusiast - Rating: 90 points
Published in Magazine: 5/1/2008
Published to Web: 5/1/2008
What makes this Sangiovese and Cabernet Sauvignon blend stand out are its pristine balsam notes. Those beautifully pungent aromas are followed by exotic spice, black cherry, maple syrup and tobacco. The wine boasts deep concentration of color and flavors and obvious sophistication. It’s a bit thick and sticky in the mouth with heavy wood tones and gritty tannins. - M.L. (5/1/2008)

Medalha de Ouro - Concorso Mondiale di Bruxelles
Medalha de Ouro - AWC Vienna 2006, International Wine Challenge
Medalha de Prata - Concurso Mundial de Vinhos Portugal
Medalha de Prata - Korea Wine Chalenge 2006
Diploma Grande Menção - 13 Concuro Internacional realizado no âmbito do 40 VINITALY
Diploma Grande Menção Especial - Selecções de Vinhos da Toscana 2006
91/100 - Wine Spectator
4 grappoli - Wine Spectator
2 Bicchieri - Gambero Rosso Vini D’Italia
3 Stelle 91/100 - I Vini di Veronelli
88/100 - Luca Maroni Annuario dei Migliori Vini Italiani
16/20 - L’Espresso Vini D’Italia






Outono e seus frutos
(Alexandra Corvo)
31/05/2011 às 11:11

Esse climinha frio e úmido do outono me faz muito pensar em champignons. De todos os estilos. Eles pipocam os pratos na Europa nesta época do ano. São perfumados, com notas que lembram terra molhada, folhas secas, nozes e coisas torradinhas. Como têm textura delicada, acompanham bem massas, risotos, molhos de carne, imprimindo em todos os pratos seu perfumes outonais.
Para combinar com pratos que levem estas delicias, sugiro vinho que também tenham estes toques. Algumas boa dica vêm do Piemonte – a uva Nebbiolo, quando atinge uma certa idade, 5, 6 anos e mais, resulta em vinhos cheios de aromas evoluídos que lembram e combinam bem com os variados tipos de cogumelos.
Uma outra dica ótima são os vinhos da Bourgogne, principalmente de Côtes d’Or onde, na juventude são frutados e discretos, mas com uma certa idade vão desenvolvendo perfumes carnosos e terrosos que vão bem com o melhor do outono.
 






Um vinho com cheiro de terra
(Alexandra Corvo)
25/05/2011 às 11:20

Há sempre uma piada quando digo que um vinho tem cheiro de terra. Todo mundo pergunta se eu “já comi terra”. Não eu nunca comi terra, mas dá para sentir o cheiro dela em alguns vinhos. Ou, melhor ainda, dá para sentir o gosto e a textura da terra, praticamente, em muitos vinhos feitos com a uva Aglianico.
A origem de seu nome não é exata, mas pode ser que esteja ligada à palavra grega “Helênico”.
Sua expressão atual mais importante vem da Campania e da Basilicata, no sul da Itália. Apesar de aparecer em muitas Denominações de Origem por ali, na primeira região ela brilha na DOCG Taurasi e na segunda, em Aglianico del Vulture, ambas de solos bem vulcânicos.
Ela adora ficar na vinha, demora para amadurecer e, enquanto as outras uvas são colhidas entre agosto e setembro, esta variedade às vezes se prolonga até meados de novembro. E que não se atreva o produtor a colher antes ou a tentar praticar altos rendimentos: ela responde com vingança feroz, atravez de taninos impossíveis, quadrados, duros, secantes e extremamente desagradáveis.




Se bem cuidada, dá vinhos com aromas apimentados que lembram também lembra terra, tabaco, vermute e frutas negras. Em boca são  muito musculosos, é verdade, tânicos, mas que são positivos para o envelhecimento e, junto com o nível alcoólico e a acidez,  se arredondam com o tempo e pedem comidas ricas e gordurosas.
Prove com um bom ossobuco na panela. Não tem como errar. 
 






Chegou o Descorchados
(Alexandra Corvo)
23/05/2011 às 18:07

Quem gosta de tomar vinho e detesta errar na escolha, a dica é ter sempre à mão um guia de vinho de um autor confiável.
Considerando que os vinhos mais consumidos no Brasil são os chilenos e argentinos, é essencial, portanto, ter o Descorchados 2011 que foi lançado na última Expovinis, no início deste mês.
Escrito por Patricio Tapia, atualmente o maior especialista em vinhos dos dois países, o livro teve sua primeira edição em 1999 e agora será publicado no Brasil pela editora Inner – que também publica a revista ADEGA.
O guia é enorme, tem quase 2000 vinhos degustados dos dois países, além de informação útil sobre suas geografias, seus vales, produtores e um guiazinho introdutório das principais variedades plantadas nos dois países e suas peculiaridades.
Tem que ter!

O que?: GUIA DESCORCHADOS 2011
Quanto? Preço de Capa R$ 80,00. No Ciclo das Vinhas, R$ 74,00
Onde: Livraria do Ciclo. Rua Maria Figueiredo, 305 – Paraíso – SP – SP
 






A volta do NEBLUS da Viña Casablanca!
(WineStore)
23/05/2011 às 16:15

Viña Casablanca - Neblus 2007
O vinho produzido apenas em safras especiais voltou, veja sua ficha técnica!

Região: D.O. Vale do Casablanca - Chile 
Variedades: 90% Syrah e 10% Merlot. 
Produção: Colheita manual, fermentação alcoólica em tanques de inox com controle de temperatura por 7 dias, maceração pós-fermentativa durante mais 7 dias. Amadurecimento em barricas de carvalho francês de tostagem média por 18 meses, o vinho é engarrafado sem filtração e permanece por 6 meses  em adega antes de ser comercializado.
Análise Sensorial:
Vermelho rubi com reflexos violáceos, aromas delicados aromas de frutas escuras (cereja e cassis) e delicado floral. Na boca é seco, boa acidez, encorpado, com grande concentração de sabores, taninos muito finos, longa persistência, final macio com retrogosto de canela e baunilha.
Harmonização: Carnes vermelhas (cordeiro), embutidos (defumados), massas com molhos mais encorpados e queijos maduros
Temperatura de serviço: 16-18°C 
Descrição Analítica:
Álcool: 13,8%. 
Premiação:
Safra 2007 – Medalha de Ouro – Hyatt Wine Awards
Safra 2007 – Medalha de Bronze – International Wine Competition

 

 






One Tree - A Novidade vinda da Nova Zelândia
(WineStore)
18/05/2011 às 15:36



Uma árvore única simboliza a individualidade, é como ter uma opinião, ter uma personalidade forte e não ser influenciado por outras pessoas. Os vinhos de One Tree possuem este senso de individualidade ligado ao todo, ao meio ambiente que fazemos parte.
 

Steve Smith, diretor comercial Em 1996 foi mencionado pela revista Decanter como um dos 50 profissionais mais influentes no mundo do vinho, começou a sua carreira em 1980, tornou-se Master of Wine em 1996, um dos únicos especialistas em viticultura com esse título.
 


A empresa produz vinhos nas seguintes regiões: Central Otago, Marlborough, Martinborough e Hawkes Bay.


Cada vinhedo foi minuciosamente selecionado por Steve Smith, devido as suas qualidades únicas, a intensidade que caracteriza a fruta.


Os vinhos One Tree representam holisticamente o seu ambiente de origem e senso de individualidade é refletido em cada varietal: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Noir e Merlot.
http://www.onetreewine.co.nz/


 






Os 10 Mais.
(Alexandra Corvo)
18/05/2011 às 11:01

Quando mencionamos Beaujolais, o primeiro que vem à mente da maioria dos enófilos é o Beaujolais Nouveau. O vinho, simples, fresco e colocado no mercado na 3ª quinta feira de novembro todos os anos, apesar de ser interessante, não representa bem a região.
Nos níveis mais altos, a expressão da uva Gamay impressiona pela variedade de estilos. Quando digo níveis mais altos, refiro-me aos famosos 10 Crus do Beaujolais. Cada cru é representado por uma comuna (cidade vinícola) e leva seu nome. Nesta região dos Crus, o solo tem mais granito, com porcentagens variadas de areia, com melhor drenagem a temperaturas mais altas. Toda a uva é colhida manualmente.
Isto se dá, principalmente, porque o método de fermentação das uvas é por maceração carbonica e, para isso, as uvas precisam estar intactas, sem esmagamento pré fermentativo.



A uva Gamay – que é delicada, de taninos finos e tende aos aromas frutados, chega dá expressões mais minerais dependendo do cru, da constituição de seu solo e clima da safra.  Alguns bons exemplos desenvolvem-se, melhorando, tranquilamente, por 10 anos. Os crus são:

ST.AMOUR: Região fresca, precisa de safras ensolaradas.

 
JULIÉNAS: Vinhedos altos dão grandes vinhos, considerados o máximo da qualidade. Frutados, intensos, com taninos firmes e ótima acidez, perfeitos para guardar. 

CHÉNAS: Seu nome vem dos chênes (carvalhos) que cresciam na área. Vinhedos sobre granito. Os de safras mais maduras agüentam um tempo de guarda.


MOULIN A VENT: Um dos maiores e mais longevos vinhos do Beaujolais.
Terrenos de areia rosa sobre granito e manganês.  Precisa de um certo tempo em garrafa para desenvolver aromas.


FLEURIE: Exuberante, cheio de fruta e fácil de beber.


CHIROUBLES:
Fica pronto cedo, é leve e delicado.

RÉGNIÉ: Solo leve, granito arenoso. Vinhos leves, aromáticos, delicados.
Quanto mais ao sul, mais leves.

BROUILLY: Maior produção de vinhos da região. Variam devido ao tamanho da AOC.
Simples, mas com boa estrutura.

CÔTE DE BROUILLY: Um pouco superior aos Brouilly.
Frutados, ricos e vinosos.
 






Uma linda região ainda a bons preços
(Alexandra Corvo)
16/05/2011 às 11:07

No meio do caminho entre a produção de vinhos simples e a granel e pequenas produções bem feitas e concentradas, Costières de Nîmes, com todo seu potencial, parece andar na corda bamba da qualidade. Politicamente é considerada parte do Languedoc, mas o jeitão (solos de pedras arredondadas e clima) é bem do sul do Rhônes. Costières de Nîmes não é uma região que  explodiu em popularidade e se mantém mais como uma queridinha dos mais conhecedores. No entanto, além de vinhos modernos de pegada mediterrânea, ela entrega ao consumidor um pouco desta linda região ainda a bons preços.
São vinhos que representam bem o clima mediterrâneo: são ricos, cheios de aromas de ervas aromáticas secas, frutas negras e muito álcool, com toques de pimenta e balsâmicos.
As principais uvas são Grenache, que entra em pelo menos 25% de qualquer tinto. Syrah vem aumentando sua importância nos cortes, Grenache, Mourvèdre (tem dado resultados positivos e ganha importância), Carignan tem sido mais arrancada que plantada, mas ainda entra em até 40% no corte e Cinsault. Estão todas completamente à vontade e em casa nesta zona.
Os poucos brancos produzidos na zona são feitos à base de Grenache Blanc, Marsanne, Roussane, Clairette, Bourboulenc, Maccabeo e Rolle. Têm estilo fresco e são ótimos quando tomado frescos, nos meses seguintes à sua produção.
Sem dúvida são vinhos de potencial, que andam meio escondidinhos nas prateleiras, mas que entregam muito pelo que valem.






O lugar do Asti
(Alexandra Corvo)
13/05/2011 às 10:20

Nos anos 80 era um must. Nos anos 90, foi sendo esquecido e mal interpretado. Hoje, lentamente, vai retomando seu espaço entre apreciadores de vinho que reconhecem que o Asti tem, sim, um lugar à mesa refinada e à gastronomia.
O que aconteceu é que, por seus aromas florais, delicados, baixa graduação alcoólica, o Asti foi considerado, por alguns desavisados um vinho “de mulher”, como se isso fosse algo não sério.
Se ele é ou não de mulher, não interessa. O que interessa é que um bom Asti é sim perfumado com notas florais, tem sim, baixa graduação alcoólica e acompanha super bem desde pratos delicados – como risotos com queijo ou carnes magras com molhos de frutas até as sobremesas à base também de frutas.
Os Astis são feitos com a uva Muscat, no Piemonte, na Itália. Fermentam-se os açúcares até atingirem entre 5º e 7,5°GL. A fermentação é interrompida pelo resfriamento brusco à temperatura de -3°C. Em seguida é esterilizado e filtrado para evitar que permaneçam leveduras que possam retomar a fermentação.Tem graduação alcoólica entre 7,5 e 9,5. É fácil de reconhecer, pois é engarrafado em garrafas típicas de espumantes, com rolha e arame.
Como citei, muito mais do que um vinho simples e adocicado, o Asti vem ganhando em qualidade e retomando seu lugar nas mesas mais legais. Não deixe de provar uma taça gelada num sábado à tarde, depois de um almoço relaxado.
 






Terra de brancos perfumados
(Alexandra Corvo)
10/05/2011 às 12:07



Nem francês nem alemão. Alsaciano. A região, que já viu suas fronteiras mudarem tantas vezes carrega, em si uma identidade muito mais forte do que a dos dois países que tanto lutaram por ela. Hoje, a Alsacia faz parte da França e seus vinhos são produzidos conforme as regras de Appellation d’Origine francesas. Mas não é anormal encontrar nomes e palavras de origem alemã em seus rótulos. O caso mais famoso é o do uva Gewürztraminer – tão famosa pelo nome difícil de pronunciar, quanto pelos aromas florais (de rosa branca) e frutados (de lichia) que desenvolve nesta região.

Além dela, outras uvas são produzidas na região. O clima é  super propício para a produção de brancos. É fresco, seco, ensolarado – de frente para o leste, onde nasce o sol, protegido da influência úmida do Atlântico pela montanha de Vosges, enfim, tudo o que uma vinha precisa. E essa situação permite a produção de uma vasta gama de estilos que podem variar conforme a uva ou conforme o terroir. Aqui, cada pedaço de terra tem estilos de solos diferentes e isto conta muito, principalmente na produção dos Grand Crus, que representam a essência da influência do terroir no estilo do vinho.
Na Alsace o nome da uva aparece no rótulo, o que pode facilitar um pouco para aqueles que se sentem mais seguros sabendo a variedade. É obrigatório que o vinho seja feito 100% com a uva mencionada.
Como disse, é um clima fresco, portanto os brancos serão sempre perfumados e refrescantes em boca. Os Gewürztraminer serão florais, os Rieslings, muito minerais, os Pinot blanc, etéreos e frutados, os Pinot Gris terão toques minerais e de mel, de cera de abelha. O melhor é escolher duas variedades de um mesmo produtor e safra e comparar suas ricas diferenças. Sem dúvida, aprendemos muito sobre o estilo do vinhos da região e as peculiaridades de cada uva.
 






Resultado do Sorteio de Dia das Mães 2011 da WineStore
(WineStore)
06/05/2011 às 14:10



Comentários(1)


Carla Dias | 06/05/2011 às 15:15
SOU EU!!! Feliz :D




Mãe moderna, vinho moderno.
(Alexandra Corvo)
05/05/2011 às 10:30

Mês de maio é mês de mãe e é normal que por aqui comecemos a falar um pouco disso. É sempre bom ter dicas à mão para poder acertar no presente. Se sua mãe curte vinho, você está no lugar certo. Para não errar, é legal definir um pouco como ela é. Se ela é do estilo moderna, curiosa, aberta para o novo, há várias opções de vinho como presente.

A dica é apostar nas regiões do “novo mundo”, ou seja, países produtores de vinho um pouco mais jovens, menos tradicionais. Por serem mais jovens, apresentam estilos de vinhos mais modernos, com muita fruta, muito perfume, tudo bem exuberante, cheios em boca, com estrutura cremosa e fáceis de tomar. Além do mais, têm rótulos bonitos, elegantes, muitas vezes bem humorados, o que faz de cada garrafa um presentão, não apenas pelo conteúdo, mas tembém pela forma.
Se sua mãe curte vinhos brancos, vá de Sauvignon blanc da Nova Zelândia (de estilo mais fresco e cítrico) ou de Torrontés argentino (mais maduro, lembrando a uva moscato). Se ela gosta de tintos leves, aposte num Pinot noir também da Nova Zelândia, de estilo mais sequinho e magro, ou então, do Chile, de estilo mais frutadão e exuberante. Os Syrah australianos sempre arrasam dentre os mais encorpados e perfumados, assim como os Malbec argentinos. A África do Sul tem tintos elegantes feitos com a uva local Pinotage ou um pouco mais estruturados, com a Cabernet Sauvignon.
Opções não faltam. Escolha o seu e brinde com sua mãe.






Minha mãe é clássica...como acertar no presente?
(Alexandra Corvo)
02/05/2011 às 21:34

Já vai chegando a hora de escolher o vinho para sua mãe, que adora tomar um tacinha todo o jantar e você não consegue se virar para achar algo que ela pode gostar (e que tenha um preço legal) já que ela só toma vinhos das regiões mais clássicas. E essas garrafas costumam custar caro.
Não há porque se desesperar. Hoje, com o ritmo de importações e a grande concorrência, as regiões mais tradicionais se organizaram para produzir seus vinhos de maneira que possam chegar a preços acessíveis aos mercados importadores.
E, aqui no Brasil, há várias opções de vinhos interessantes das regiões mais tradicionais.
Se sua mãe gosta de sabores mais sutis, dentre os clássicos portugueses, você pode apostar em vinhos da região de Extremadura e também do Dão. Outra dica ótima, só que da Itália, são os Bardolinos do Veneto e Dolcettos do Piemonte. Deste mesmo país, para não precisar pagar o alto preço dos Brunello di Montalcino, vinhos encorpados e ricos, aposte em um Rosso di Montalcino – sempre uma boa opção de preço sem sair muito do estilo.
A França, país dos clássicos dos clássicos, tem boas dicas das grandes regiões. Os Bourgogne AOC são opções leves e elegantes. Mais frutados e delicados, fáceis de tomar e charmosos, os Beaujolais são a melhor opção se sua mãe gosta de um clássico bem delicado.
Ainda, Chateauneuf du Pape ou Côtes du Rhône têm um jeitão menos denso, mas têm corpo médio e perfume delicado de frutas e ervas.
Os Bordeaux de preço acessível, apesar de não serem tão estruturados quanto os grandes vinhos da região, são bons exemplares de vinhos com corpo e que pedem comida para acompanhar.
Enfim, opções de estilo não faltam. Presenteie sua mãe com segundas intenções. Dê duas garrafas: uma vocês tomam juntos no dia dela e a outra ela escolhe quando tomar.
 






SORTEIO #DiadasMães WINESTORE de 02 a 06 de Maio 2011
(WineStore)
02/05/2011 às 11:44

Concorra a um "Kit Corte Real Grandes Divas Del Cine Cabernet Sauvignon com 03 garrafas (Espanha)" pelo Twitter da @WineStore_br.

Basta twittar a mensagem:

“#DiadasMães Quer um Kit Divas Del Cine de 3 garrafas do vinho Corte Real? siga @WineStore_br e dê RT p/ concorrer - http://kingo.to/Afz” e  aguardar o sorteio.

O sorteio acontecerá no dia 09 de maio às 14h (SP).*

*Para garantir a integridade e aleatoriedade da escolha, o sorteio será realizado através do sistema do site Sorteie.me, vinculado ao  Twitter.
*O resultado será divulgado no dia 09 de maio e o vencedor receberá mensagem através do Direct Message (DM) do Twitter para passar dados  de contato para receber o prêmio.
*A promoção é válida somente em território nacional (Brasil).
*Imagem meramente ilustrativa.
*Mais detalhes do produto segue página de nosso site - http://tinyurl.com/2g24x6w
Esse post foi publicado de segunda-feira, 02 de maio de 2011 às 12:00.






Confraria de MAIO de 2011 já disponível!
(Confraria)
29/04/2011 às 11:43






A viagem do Primitivo.
(Alexandra Corvo)
29/04/2011 às 11:29



É, na verdade, uma uva muito antiga. Mas apenas se popularizou quando estudos norte-americando apontaram para ela como a resposta para a grande pergunta: de onde vem a nossa uva Zinfandel, autóctone da California? Estudos de DNA mostravam que as duas eram muito parecidas e os sedentos americanos, com suas publicações enológicas ricas em informações, estavam muito curiosos. Assim, ao descobrirem o parentesco, a uva virou vedete nos restaurantes por lá.
É antiga porque parece que os gregos cultivavam uma uva que parecia com ela e há escritos que datam do século XVII, de monges benedictinos que parecem tê-la chamado de Primitivo porque brota cedo.
Basicamente é uma uva que dá notas frutadas facilmente, notas de tabaco e especiarias orientes. Tem bastante cor e é rica em taninos, mas redondos. E, como a Puglia é muito quente, ali dá vinhos alcoólicos e ricos, mas fáceis de tomar. E na California, apesar de por muitos anos ter sido subexplorada, hoje dá vinhos também ricos e frutados cheios do sol da California.
Como ela foi parar lá? Ninguém sabe ao certo. Há teorias de que um um empresário húngaro a levou. Não importa. Importa que na Puglia ela dá um vinho suculento e cheio do caráter ensolarado do sul da Itália.
Prove-o com um prato de massa com panceta. Não se arrependerá!






Cheirar, sentir, testar, beber.
(Alexandra Corvo)
27/04/2011 às 08:24

Falamos de aromas do vinho, cheiros de flores, frutas. Sabores ácidos, taninos, álcool. Como identificar, usar as palavras certas para descrever nossos sentidos? Esse é o foco do livro “Como Degustar Vinhos” de Jancis Robinson, recém traduzido e lançado no Brasil pela editora Globo.
Jancis Robinson é uma das mais importantes escritoras de vinho do nosso tempo e tem a arte de aliar conteúdo aprofundado e leveza no texto.
Jancis dá dicas práticas de como sentir o que é ácido, o que é tanino, o que é alcool, onde percebê-los na boca. Explica como os aromas se formam e como percebê-los. Discorre sobre as características das uvas em diferentes climas e, em forma de “lições de casa” diz ao leitor quais estilos de vinhos comprar para degustar em casa e comparar seus sabores, sempre dentro de um critério lógico.
Com uma deliciosa quarta capa escrita por Manoel Beato, sommelier do Fasano, o livro é, literalmente, um delícia de se ler.

O que: Como Degustar Vinhos. Jancis Robinson – Ed. Globo.
Onde: Livraria do CiclodasVinhas – 11. 3284 3626
Quanto: R$ 42,00






Depois da Quaresma, carne!!!
(Alexandra Corvo)
25/04/2011 às 10:50

Para celebrar o fim do longo período que muitos religiosos observantes passam sem comer carne, nada como assar uma bela perna de cordeiro ao forno. Carne bastante comum na Páscoa, é fácil de fazer e gostosa de comer. Basicamente, faça uma bela marinada com muito vinho e ervas e deixe de um dia para outro. Depois, coloque tudo no forno e deixe cozinhar por muitas horas, sempre molhando a carne com o vinho. Esse é o único trabalho que você vai ter. E, bem, escolher o vinho. Mas eu já deixei tudo pronto para vocês: tintos  de corpo médio e elegantes combinam bem com essa carne. É importante que não tenham aromas muito exuberantes, nem sejam muito alcoólicos. Elegância. É isso que vamos precisar.
No novo mundo, podemos buscar climas mais frios. Clare Valley na Austrália, Casablanca e San Antonio no Chile são ótimos exemplos de regiões produtoras de vinhos mais elegantes para comer com cordeiro. Podem ser de Syrah ou de Merlot.
Na Europa, o Friuli tem tintos frescos de Cabernet Sauvignon e Pinot noir – lá conhecido como Pinot nero.
Os tintos do Vêneto tem notas apimentadas e de couro que ficam ótimas com o cordeiro no forno. Valpolicella, mais delicado, ou Amarone, mais intenso, são opções variadas no estilos, mas que vão bem com esta carne.
Bordeaux mais simples e jovens são excelentes dicas também. Do novo ou do velho mundo, da França, Itália, Australia ou Chile, o que não faltam são vinhos para celebrar, sem gastar muito, as deliciosas comidas da festa da páscoa.






Não é o vinho que é verde.
(Alexandra Corvo)
22/04/2011 às 15:19

A região dos Vinhos Verdes é, sem sombra de dúvida, produtora de alguns dos mais interessantes vinhos brancos que há.
Agora, notem que eu disse REGIÃO dos Vinhos Verdes. Isto porque, por herança de nossos avos e parentes potugueses, carregamos a impressão de que a expressão “vinho verde” é um vinho “não maduro”. E não é, de maneira alguma, o caso. Tampouco é que o vinho é de cor verde. E, não, não é um vinho feito com uvas verdes, como já me perguntaram. Eu já ouvi que o nome da região pode vir da paisagem que, por causa da umidade, é bem verdejante. A versão que mais fez sentido foi a dada por um produtor que me contou que, antigamente, as uvas tinham dificuldade de amadurecer. Digo as uvas “tinham” dificuldade de amadurecer porque hoje em dia, com um manejo viticultural melhor desenvolvido, melhor condução das vinhas e exposições ao sol mais favoráveis, chega-se, hoje, a vinhos com 13 graus de álcool.

Mas o fato real, o que devemos entender é que Vinho Verde é nome de uma região demarcada, como o é o Douro, o Dão, a Bairrada, etc…
Ao contrário de antigamente, hoje mais de 70%  da produção é de brancos. As variedades autorizadas estão divididas entre recomendadas, que devem somar 75% e autorizada que, também ao total, somarão até 25% do corte dos vinhos. Os solos das região são basicamente graníticos e pouco profundos de fertilidade relativamente baixa. A região abriga 5 dos 10 principais rios do país, além de vários pequenos afluentes.
Esta situação, somada à proximidade com o oceano, confere umidade à região e frescor ao clima, basicamente oceânico.

Sobre as principais uvas.
ALVARINHO:
perfil floral e frutado muito característico, com notas de tília, erva-cidreira, madressilva, pêssego e maçã. Acidez , boa estrutura e teor alcoólico. A casta Alvarinho é responsável pelos vinhos da sub-região de Monção, onde levam a denominação de “Alvarinho”. O nome da uva só pode aparecer no rótulo nesta sub-região.
LOUREIRO: cultivada sobretudo no Alto Minho, em terras do vale do Lima. Tem notas florais de  acácia e frutadas, como laranja e pêssego.
PEDERNÃ (Arinto): plantada em quase todo o país, tem boa acidez e estrutura de qualidade, com boa cremosidade e um toque aveludado. O aroma é relativamente discreto, sobressaindo notas minerais, de maçã verde e limão
As outras recomendas são Avesso, Azal, Trajadura, e a porcentagem varia conforme a sub-região. Os rendimentos da DOC são de 80 hl por hectare e na na sub-região de Monção, o máximo permitido é de 60 hl/hac.

O Vinho Verde branco tem em seu  estilo principal o frescor aromático, com notas de maçãs, pêras e toques florais.
Em boca são vinhos com untuosidade média a alta, grande acidez e frutosidade. Geralmente o retrogosto é frutado e rico, com muito frescor.
No entanto, há um tendência à produção de vinhos cada vez mais alcoólicos. Por causa do clima da região, no entanto, o vinho ainda mantém o frescor característico.
Mais ou menos fresco, o Vinho Verde branco é excelente para ser tomado sozinho ou com um belo prato de frutos do mar fresquíssimos, principalmente aqueles que têm uma certa doçura, como o camarão, mexilhão e lagosta. Jogue-se!






Páscoa: tempo de chocolate e vinho.
(Alexandra Corvo)
20/04/2011 às 14:31

O melhor da páscoa são os chocolates, sem dúvida. No entanto, eles variam muito no estilo e cada um merece um vinhozinho, bem escolhido, para combinar e ampliar seu sabor.
Os chocolates ao leite, muito comuns no Brasil, ficam bem com vinhos com acidez mais marcada. Podemos ir com alguns vinhos doces e aromáticos alemães, que darão um toque frutado ao chocolate.
Os chocolates amargos adoram uma fruta vermelha. Assim, vinhos do Porto Ruby são os mais indicados. Eles têm aromas de cerejas, amoras, geleias de frutas, figos e, na boca, têm a acidez fresca aliada ao retrogosto frutado. Isto dá um contraste gostoso de fruta sobre o chocolate. Imperdível.
Para aqueles que têm frutos secos, como nozes, amêndoas, castanha de caju e outros, uma boa dica são os vinhos com um estilão meio oxidativo: vinhos da madeira, vinhos doces de Jerez, vinsanto são ótimas opções. Têm bom frescor para contrastar com as gorduras do chocolate e dos frutos secos, e boa cremosidade, para acompanhar a textura. E seus perfumes, que lembram mel e nozes, acompanham à perfeição os aromas do doce.


Boa páscoa!






Bacalhau com branco.
(Alexandra Corvo)
18/04/2011 às 12:57

Sempre que falo de bacalhau, não tenho coragem de indicar vinhos que não sejam portugueses. Não é preconceito nem clichê, mas o país tem um variedade tão absurda de excelentes vinhos que, combinar um de seus grandes pratos com vinho de país seria, simplesmente, um desperdício. E, apesar de os portugueses tomarem, geralmente, o bacalhau com vinho tinto, afirmando “bacalhau não é peixe”, a minha experiência, até hoje, me demonstrou que Portugal tem estilos suficientes que se encaixam à perfeição com seu “peixe” favorito. Algumas dicas.



A região dos Vinhos Verdes tem, sem dúvida, algumas das opções mais interessantes.Os vinhos da região surpreendem sempre com aromas frescos e maritimos, na boca são cremosos e ácidos, às vezes salgadinhos – características que combinam tão bem com este peixe.
A região de Beiras, mais ao sul, com suas uvas Bical, Arinto e Encruzado, dá alguns dos brancos mais interessantes do país – sejam eles de produtores tradicionais como de outros da novíssima geração que vem mudando o curso da qualidade dos vinhos portugueses.
Mais ao sul ainda, no alentejo, por causa do calor, os brancos são alcoólicos e ricos em aromas maduros, por isso combinam bem com as versões do bacalhau cheias de azeite e azeitonas.
O que não faltam são opções de bons brancos.






Merlot - a célebre desconhecida
(Alexandra Corvo)
11/04/2011 às 16:38

Menos célebre que sua irmã Cabernet Sauvignon na produção de vinhos varietais, a Merlot pode apresentar notas aromáticas muito parecidas a algumas da Cabernet como cassis, casca de jaboticaba, violeta e cedro. Ambas vêm de Bordeaux e cada uma delas tem, nessa região, um pedaço de terra de sua predileção. Merlot brilha à margem direita da Gironde, o grande estuário de Bordeaux, principalmente em Pomerol e St. Émilion. A Merlot gosta de terras frescas, que conservam umidade no verão. Ela dá bons resultados em anos que não são clássicos para a Cabernet.
No entanto, ela é sensível a doenças como mildio e podridão cinza, típicas de ambientes muito úmidos. Portanto, umidade só do solo pra dentro, e bem distribuído ao longo do ano para que dê bons resultados.
A Merlot é conhecida por dar uma certa "doçura" ou amaciar os potentes e tânicos Cabernets em Bordeaux. Quando sozinha, apesar de ter natural potencial de envelhecimento, ela costuma dar vinhos que ficam prontos antes do que os de Cabernet equivalentes. Seus taninos são mais redondos, os vinhos são mais lisos em geral. Fora da França, ela brilha no norte da Itália, nos EUA, no Chile e no Brasil, onde vem apresentando alguns resultados interessantes.






Tannat
(Alexandra Corvo)
07/04/2011 às 17:39

 

A tannat é bem conhecida hoje, no Brasil, pelos vinhos estruturados que vêm do vizinho Uruguai, que vem mostrando qualidade crescente  nos últimos 15 anos. No entanto, a uva é bem antiga e tem documentos citando sua existência muito antiga, que datam do século XVIII. O termo Tannat vem de uma antiga língua (d’Oc) do sul da França, onde “tan” explica sua riqueza de taninos e fenóis em geral. Sua expressão mais intensa vem da Appellation d’origine controlée (AOC) Madiran, no sudoeste da França.
Reconhecemos esta uva pelos aromas frutados, ricos em notas de madeiras perfumadas como a canela e o sândalo e toques de tabaco, além dos frutos negros. Na boca, a nota mais evidente é a dos taninos pronunciados, com acidez viva e alto teor alcoólico. Todos estes aspectos, um pouco duros na juventude, podem se beneficiar com a passagem por barricas de carvalho e com um tempo em garrafa, desde que a matéria prima (uva) seja bem cuidada e não produzida com altos rendimentos. Nos melhores casos, precisa de 5 a 10 anos para ficarem prontos. Além do Madiran, encontramos esta variedade nas AOC  Béarn, Cahors, Côtes du Brulhois, Irouléguy, Tursan, Côtes de Saint Mont.
Ela está em destaque no Uruguai, onde foi introduzida no final do século XIX por imigrantes bascos, notadamente Pascual Harriague. Por causa da boa adaptação, se transformou na uva nacional. Não chega a ter a força tânica do Madiran, mas ainda são vinhos de corpo firme e potencial de envelhecimento e o país conta, atualmente, com uma produção mais volumosa que a francesa. Em 2002, foi organizado um encontro entre franceses e uruguaios chamado “A conservação do patrimônio genético do Tannat”, para discutir seu potencial e suas características intrínsecas. Assim, da França ou do Uruguai, sem dúvida, há excelentes representantes desta uva tão peculiar. Não deixe de provar ambos.
 






A jovem e vigorosa produção Uruguaia
(WineStore)
04/04/2011 às 14:17

Atualmente mais conhecido no Brasil pela sua jovem produção em termos de vinhos consistentes, nosso pequeno vizinho vem, na verdade, produzindo vinhos desde o início do século XIX. Colonizado por imigrantes bascos, estes trouxeram de seu país a uva Tannat. Mais conhecida pela origem francesa, ela na verdade existia em toda a região dos Pirineus, daí a influência no país Basco.
O Uruguai tem um topografia suave. O clima é atlântico cálido. Isto significa que tem verões quentes, mas amenizados pela brisa o atlântico e invernos suaves, mas um certo frescor que também chegam da Antártida. Neste clima estão as principais regiões vitivinícolas, em volta de Montevideo, como Canelones. Na região da Rivera, na fronteira com o Brasil, temos um clima com menos influência atlântica de estações mais definidas.
Estes fatores são positivos na produção de vinhos não tão quentes, tão ensolarados e de graduação alcoólica muito alta. Os vinhos do Uruguai têm um caráter gastronomico justamente por esse fato: álcool equilibrado com acidez natural resultante das influências climáticas.
Apesar da história antiga, faz apenas alguns anos que os produtores investiram se unirarm realmente para realizar pesquisas de vinhedo e reconversão para a melhora qualitativa.
Hoje, o país conta com 9000 hectares de vinhas plantadas e a qualidade vem aumentando a cada ano. Além da Tannat, que dá o vinho mais emblemático do país, são plantadas a maioria das variedades internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon e Franc e as brancas Sauvignon Blanc e Chardonnay. 
 






"A Arte de degustar o vinho"
(WineStore)
30/03/2011 às 11:11

 

 "A degustação é uma longa partida de xadrez com combinações infinitas...”
Explicar esse processos, complexos e delicados, é a ideia do livro “A Arte de Degustar o vinho”, escrito pelo melhor sommelier do mundo 2004, Enrico Bernardo.

Amplamente ilustrado com fotos belíssimas, o livro é leve e sensível, com um texto de ritmo bastante pessoal, mas com conteúdo aprofundado e profissional em tudo que concerne o vinho e seus arredores.  técnicas de degustação, dicas de harmonização, como tomar, temperaturas, como servir, armazenar e tudo o que é prático no consumo do vinho.

Divido em três  partes, na primeira aborda a degustação do vinho. Ensina a considerar aspectos visual, olfativos e gustativos, além de dar um charme comentando o tocar e o ouvir, sentidos pouco comentados quando se trata de livros sobre o tema da degustação.

Na segunda parte, aborda regiões do mundo e o livro toma um formato interessante, misturando entrevistas com produtores de grandes vinhos, experiências pessoais, explicações, sobre regiões e descrições de vinhos já degustados.

No final dá toques sobre quais vinhos para ocasiões diferentes, pratos, como escolher a garrafa perfeita, qual ordem servir no caso de termos vários vinhos e qual a taça ideal, entre outras utilidades práticas para não errar.
O livro é agradável, permite uma leitura dinâmica e fácil, mesmo tendo um conteúdo relativamente técnico e profundo.

O autor é um colecionador de títulos. Além de ter sido o melhor do mundo em Athenas 2004, foi melhor da Europa 2002, melhor da Itália 96-97, Melhor da Lombardia 96 e Mestre do Porto 95. Enfim, o rapaz sabe do que está falando.

O QUE:  A Arte de Degustar o Vinho
QUANTO: R$ 65,00
ONDE: Livraria do CiclodasVinhas – Rua Maria Figueiredo, 305 – Paraíso – SP-SP
Fone 11. 3284 3626
 






Na dica dos vinhos de McLaren
(WineStore)
28/03/2011 às 19:07

A grande Mitolo apresenta os vinhos da região de McLaren.

 

Mitolo Wines é uma vinícola familiar, fundada em 1999 por Frank e Simone Mitolo. A visão deles era a de criar um vinho especial, em pequena produção, mas que expressasse toda a pureza da fruta, elegância, e ao mesmo tempo sua complexidade, riqueza e corpo.
Partindo dessa premissa, a filosofia da empresa sempre foi a de produzir vinhos que pudessem expressar toda a pureza da uva, com elegância e taninos finos, além de riqueza, potência e complexidade. Para atingir este objetivo, a Mitolo conta com toda a experiência do enólogo Ben Glaetzer, um dos mais conceituados da Austrália, que se associou à empresa em 2001. Desta forma, as uvas são obtidas em vinhedos cuidadosamente cultivados e colhidas em seu melhor ponto de maturidade, assegurando taninos finos e maduros, além da presença marcante da fruta, elementos que são a chave do sucesso da Mitolo. A vinificação se faz de forma cuidadosa, com amadurecimento em barricas de carvalho francês de granulação fina.
Os vinhos são produzidos na região de McLaren Vale, uma zona que vem recuperando prestígio com tintos encorpados e de classe, em especial os produzidos com a uva Shiraz, caso dos vinhos Mitolo. Produzidos em pequenas quantidades e têm alcançado altas pontuações em degustações internacionais.
O Mitolo G.A.M. Shiraz faz referencia à primeira letra do nome dos três filhos de Frank e Simone (Gemma, Alexander e Marco).
Recentemente, os vinhos foram degustados pelo renomado crítico americano, Robert Parker, que conferiu aos vinhos da safra 2005, as seguintes notas:
Mitolo Jester Cabernet Sauvignon 2005 - 91 pontos, Mitolo Jester Shiraz 2005 - 92 pontos, Mitolo G.A.M. Shiraz 2005 - 95 pontos; Mitolo Reiver Shiraz 2005 - 94 pontos; Mitolo Savitar Shiraz 2005 - 96 pontos.
http://www.winestore.com.br/busca.asp?str_palavra=mitolo

 






De frente para o mar, Mc Laren só tem boas vibrações
(Alexandra Corvo)
28/03/2011 às 18:53

A poucos quilometros de algumas das praias mais legais de Australia do Sul, ao sul de Adelaide, encontra-se o vale do McLaren. Jovem, moderno, vanguardista e descontraído, o vale, com montanhas, praias, picos de mergulho e esportes radicais imprime em seus produtores essas vibrações, que depois são passadas para seus vinhos.
O clima tem só aspectos positivos: verões muito quentes e toda a chuva que cai é durante o inverno. As primaveras são frescas. O calor do verão pode chegar a ser extremo, com algumas secas. No entanto, a presença do mar ajuda a refrescar o clima e manter a acidez nas uvas.
O estilo dos vinhos da região é marcado pelo calor, pela fruta em compota, muito madura e brilhante. São vinhos atraentes, ricos, com taninos macios, álcool suficiente para dar cremosidade e um toque equilibrado de acidez natural.

Mais da metade do vinhedo está plantado com Shiraz. A uva pode aparecer em versões puras ou em corte, com Grenache e Mourvèdre, no mais puro estilo vale do Rhône. Outros tintos interessantes são produzidos com , O destaque entre os vinhos brancos fica para a Chardonnay e há vários experimentos que incluem Tempranillo Marsanne, Rousanne, Barbera e Sangiovese em versões moderninhas que têm causado frisson. Fica a dica.






SORTEIO WineStore e Fisher até 07 de abril 2011
(WineStore)
25/03/2011 às 11:57

O sorteio será realizado através do site Twitrand (http://twitrand.com/) , dia 07 de abril de 2011 às 14h.






Falando em Vale de Casablanca no Chile
(WineStore)
23/03/2011 às 19:16

Specialties Sauvignon Blanc Ocean Side 2009
Tom Cannavan - 90/100
89 pts - International Wine Cellar
Concurso Internacional de Bruselas – Medalla de Gran Oro

http://tinyurl.com/2ac8av5






O Pacífico que toca Casablanca
(Alexandra Corvo)
23/03/2011 às 16:09

A primeira grande região que nos vêm à mente quando pensamos em Chile é, sem dúvida, o Maipo. Pertinho da capital Santiago, este vale é reponsável pela maior parte da produção de vinhos do país. Quente, abafado, dá vinhos tintos potentes, cheios de calor e taninos apertados, exuberantes no nariza, com muita cor e sempre potentes, ricos. 
A poucos quilometros dali, no entanto, uma região vem produzindo vinhos que são delicados, finos, a antítese do Maipo. Casablanca está praticamente na mesma latitude do vale do Maipo, no entanto, por estar de cara para o Oceano Pacífico, tem um clima totalmente distinto. Os ventos que vêm do oceano são frios e refrescam o clima.

Por isso, o estilo é de aroma de fruta mais fresca, mais brilhante, mais definida. Em boca, o clima fresco também ajuda. A acidez natural fica mais evidente, são vinhos refrescantes. Por outro lado, o sol, que brilha sempre na região,  se reflete nas águas do oceano e nas neves andinas garante que o açúcar se concentre, produzindo vinhos delicados, finos e com equilíbrio ótimo de cremosidade e frescor. Por isso, o foco da produção são as uvas brancas.
Dos atuais 3852 hectares plantados, aproximadamente 1100 são de Sauvignon blanc e 1800 de chardonnay. São vinhos bem desenhados aromaticamente, limpos, perfumados, com excelente expressão varietal. Num dia quente de verão, ou num jantar gastronômico a base de grande peixes, os brancos de Casablanca são dicas deliciosas para quem gosta de frescor.
 






A Confraria de Abril de 2011
(Confraria)
23/03/2011 às 15:35

Carmim
Régia Colheita 2008 (Portugal, Alentejo)
Recomendado - XII Edição do Concurso Mundial de Vinhos Wine Masters Challenge 2010
Em 23 de novembro de 1962, um grupo de pequenos e médios viticultores da região, insatisfeitos com os preços a que as uvas lhe eram pagas e conhecedores de que os vinhos produzidos - que sabiam ser de boa qualidade - apareciam no mercado misturados com os outros que os adulteravam e desprestigiavam, resolveram unir-se e formar uma Adega Cooperativa. E assim, 12 sócios fundam a Adega Cooperativa de Reguengos e Monsaraz, C.R.L. Em dezembro de 2000 a CARMIM registra um volume de vendas de 28,6 milhões de euros - 8% derivam da exportação. Ao longo dos 30 anos de atividade, o dinamismo da Cooperativa tem resultado no desenvolvimento de projetos, e o seu profissionalismo em reconhecimentos e prêmios.
Solos de quartzo-dioritos com algumas manchas de derivados de xisto. Colheita manual, desengaçamento e prensagem, logo são adicionadas enzimas e a temperatura é mantida a 10°C por 8 horas para melhorar o processo de extração de aromas da película. Posteriormente há uma prensagem que separa o mosto e as cascas. A fermentação é feita em meias pipas de carvalho a 14 °C. Com o fim da fermentação o vinho passa por um processo de batonnage (agitação periódica das borras) daí tem-se a trasfega, estabilização, clarificação e por fim o engarrafamento. Cor amarelo palha. Aromas de frutas brancas maduras, baunilha e leve toque tostado. Na boca é seco, corpo médio, boa acidez, boa concentração de frutas e final harmônico e longo. Ideal para peixes assados, principalmente bacalhau.
 
 

Castillo Perelada
Perelada Solanes Priorat (Espanha, Priorato)
As uvas Cariñena e a Syrah foram vinificadas a 28°C, já Cabernet e Merlot em temperaturas mais elevadas (32-34°C) de 12 a 16 meses. Parte do vinho é envelhecido por 14 meses em carvalho francês de primeiro e segundo uso, a outra parte amadurece em grandes tonéis de carvalho francês de sete mil litros novo pelo mesmo período. Produção anual de 55 mil garrafas.
Cor rubi com aromas de frutas vermelhas cristalizadas e frutas negras frescas. No paladar tem sabores amplos, notas terra, frutas vermelhas, toques minerais vinho de médio corpo com aromas e paladar persistentes.






Antes tarde
(Alexandra Corvo)
21/03/2011 às 10:13

Late harvest, Vendange Tardive, Cosecha tardia, Spätlese....colheita tardia. A colheita que não é colhida no momento comum, normal, pode gerar frutos mais doces do que aqueles comuns, normais. E, consequentemente, vinhos com níveis e complexidade aromáticas. Mas não é bem assim. Nâo é só colher mais tarde. Há uma série de requisitos para que as uvas se mantenham sãs para que a coheita das uvas tardias seja feliz.
Como toda colheita normal acontece no final do verão, começo do outono, os colheitas tardias serão colhidas já no outono, às vezes inverno. O importante, para que as uvas não apodreçam enquanto esperam sua vez de entrar na adega, é que o clima da região seja muito seco no outono e, não é obrigatório, mas é bom, que já faça um friozinho. Isso porque se é seco, sem umidade, as uvas vão secando, perdendo água, mas não apodrecem.



Por causa da dificuldade do clima específico, alguns late – harvest têm preços mais altos. No entanto, cada vez mais, produtores encontram formas de fazer vinhos muito bons com preços ótimos. Os países do novo mundo são mestres nisso. Procure por eles na hora de experimentar.






RESULTADO SORTEIO WINESTORE de 11 a 18 de Março 2011
(WineStore)
18/03/2011 às 14:21






A Excelentíssima Marques de Tomares (Rioja)
(WineStore)
17/03/2011 às 14:38

Em Rioja desenvolveu-se a experiência e o saber de gerações, que fizeram do vinho o seu modo de vida, elevando-o a categoria de arte. Como resultado, Rioja produz vinhos com personalidade e matizes próprios, que conquistaram paladares do mundo todo, por sua originalidade.

Conheça os vinhos da Marques de Tomares, o Don Roman tinto hoje, é o vinho da casa de Giancarlo Bolla.
 






O ícone espanhol
(Alexandra Corvo)
17/03/2011 às 14:32

A Espanha está em voga. A Espanha é hoje o centro das atenções em se tratando de gastronomia. E, não poderia deixar de ser, sua enologia vem ganhando destaque. Independente de ser mais moderno, mais estiloso ou mais classicão e das antigas, o vinho espanhol tem algo que mantém seu estilo: a uva Tempranillo. Originária da região da Rioja, seu nome vem do fato de amadurecer cedo, temprano, em espanhol.
Apesar da origem Riojana, adapta-s facilmente a todos os climas da Espanha, desde os mais mediterrâneos até os de influência atlântica, mais a oeste.
Em algumas regiões centrais, em D. O.s como Toro, Ribera del Duero, Valdepeñas aparece sozinha, mostrando toda sua fruta, com notas de cerejas negras, ameixas pretas e tabaco. Na Rioja, vem na companhia da Garnacha, Cariñena e Graciano e, quando passa por algum tempo de amadurecimento em barricas de carvalho, aparecem as notas de tabaco, de nozes, de frutos secos, com corpo esbelto e elegante, excelente para acompanhar comida. Na Catalunia e em Navarra pode aparecer em corte com uvas internacionais como Cabernet e Merlot, ou com outras locais, como Monastrell ou Bobal.
Na boca a Tempranillo tem sempre boa acidez. Nos estilos mais jovens mostra o calor e a força do álcool, com bastante fruta e taninos apertados. Nos estilos mais envelhecidos se afina, dá vinhos mais cremosos, longos, com taninos moles e arredondados, e retrogosto longo, com frutos secos.
Em estilos mais modernos ou mais clássicos, a Tempranillo resume em seus vinhos a genialidade e a inquietude do povo espanhol.






Confraria de Março 2011
(Confraria)
16/03/2011 às 21:11

Denis Dubourdieu é considerado uma das maiores autoridades do vinho da França. Professor da Universidade de Enologia de Bordeaux desde 1987, onde concentrou seus estudos em aromas e colóides.
Este Premières Côtes de Bordeaux A.O.C., produzido entre Deux Mers - Bordeaux, exclusivamente de Merlot. Amadurece em tanques de inox e é engarrafado durante o verão.
Cor rubi intenso. Aroma frutado, floral acompanhado de ervas como a menta e a pimenta preta. Vinho seco, corpo leve, equilibrado com taninos macios e de boa persistência.
Ótimo com grelhados de carne, além de aves.

Marqués de Tomares (Rioja/SP) Ribera Del Duero Tinto
Cereja intenso. Toque suave de carvalho e tostado, com aromas de baunilha e alcaçúz. Seco, muito frutado e com taninos finos. Tudo isso resulta em um vinho muito equilibrado. Estágio de 5 meses em barricas de carvalho. Combina especialmente com carnes e queijos de média cura.






A qualidade dos Vinhos da Região de Toro (Espanha)
(Alexandra Corvo)
15/03/2011 às 10:53

Apesar de a região produzir vinhos desde a época dos romanos, a denominação de origem Toro é relativamente jovem. Lembro-me bem que quando estudava na Espanha, no final dos anos 90, de repente, todo mundo começou a falar dos “Primeros”. Todo mundo queria provar e entender o que era. Uma criação das bodegas Fariña, era na verdade um 100% tempranillo produzido por maceração carbônica. Um vinho leve, gostoso, para ser tomado jovem, com muita fruta no nariz e delicado na boca. E todo mundo da nossa escola de gastronomia e do “meinho” gastronomico de Madrid ficou ouriçado. Mas, o mais importante não foi a criação (95) do vino Primero das bodegas Fariña, mas sim que a região de Toro ficou muito em evidência. Ficou em evidência pela qualidade de seus vinhos, pelo espirito inovador de seus produtores e pela pegada criativa da região. Basicamente todo o vinho tinto produzido lá é 100% tinta del toro, ou seja, o nome local para a Tempranillo. Há produção de brancos e rosados, mas é minoria. A região ganhou status de DO em 87 e atualmente há 40 bodegas dentro do sistema.
Os “Jóvenes” são os mais frutados. Negros na cor, têm aromas de fruta vermelha no álcool, bastante extrato e corpo médo, mas com força. Os “Crianza” passam por pelo menos 6 meses de barrica, totalizando dois anos de criação antes de sair ao mercado. O Reserva fica 12 meses em barrica e totaliza 3. É um estilo de vinho menos intenso, mas ainda frutado, com notas tostadas, de baunilha. Os Gran Reserva totalizam 5 anos de amadurecimento entre barrica (24 meses mínimo) e garrafa. Aí já é um vinho que não mostra a potência do álcool ou a juventude da fruta, mas mais elegância, as notas de frutos secos, a evolução, o álcool já está fundido e o retrogosto pode ter nozes, caramelo e cravo, entre outros aromas do amadurecimento.

Toro é jovem, Toro é criativa, é um DO para se provar e deliciar. Não há “Primeros” chegando no Brasil, mas com as linhas mais jovens, dá para conhecer bem a boa fruta de lá.






SORTEIO WINESTORE de 11 a 18 de Março 2011
(WineStore)
11/03/2011 às 12:54

Concorra a uma "Bolsa em EVA para duas Taças e um Espumante Santa Carolina Brut Reserve" pelo Twitter da @WineStore_br.

Basta twittar a mensagem:

“Quer uma Maleta com Espumante Santa Carolina e duas Taças? RT e siga @WineStore_br p/ concorrer – http://kingo.to/voP” e  aguardar o sorteio.

O sorteio acontecerá no dia 18 de março às 14h (SP).*

*Para garantir a integridade e aleatoriedade da escolha, o sorteio será realizado através do sistema do site Sorteie.me, vinculado ao  Twitter.
*O resultado será divulgado no dia 18 de março e o vencedor receberá mensagem através do Direct Message (DM) do Twitter para passar dados  de contato para receber o prêmio.
*A promoção é válida somente em território nacional (Brasil).
*Imagem meramente ilustrativa.
Esse post foi publicado de sexta-feira, 11 de março de 2011 às 13:00.






O Jerez Fino de Rey Fernando de Castilla
(WineStore)
11/03/2011 às 11:23

Fernando de Castilla (Jerez)
Jerez Fino (Espanha)
Uva: Palomino (100%)
POR: R$ 42,62

A bodega Rey Fernando de Castilla recebe seu nome em honra ao Rei Fernando de Castilla "o Santo" que conquistou boa parte da Andaluzia no século XIII e que descobriu as qualidades excepcionais de solo e clima para produzir vinhos de qualidade excepcional. A história da bodega começa com a família Andrada-Vanderwilde, que tem grande tradição de séculos na zona de Jerez, produzindo uvas e elaborando os vinhos de Jerez. Em 1972, Dom Fernando Andrada-Vanderwilde criou a marca "Fernando de Castilla" com o objetivo de produzir os vinhos de Jerez mais selecionados da Espanha.
Um clássico Jerez Fino, com aromas de frutas secas e o inconfundível toque pungente conferido pelas leveduras (flor), mesclado a um sutil toque de oxidação. Seco, com boa acidez e muito equilibrado, tem sabor marcante e longa persistência.
Acompanha bem os "tapas" espanhóis e frios, além de amêndoas secas e levemente tostadas.






O muito Fino, de Jerez
(Alexandra Corvo)
09/03/2011 às 10:54

 

O "Fino" de Jerez é, sim dúvida, uma das grandes joias da vitivinicultura espanhola. Digo "Fino" porque há muito tipos de Jerez e, pelo que noto, aqui no Brasil, se dissermos apenas Jerez, o primeiro estilo que vem à mente da maioria das pessoas é o doce, de sobremesa, estilo amontillado ou oloroso. Mas não falaremos dele hoje. Falaremos do Fino.
Há 4 pilares sobre os quais seu estilo se baseia: primeiro, o solo de albariza. Praticamente composto de calcário puro, com fósseis marinhos, ele é branco, lembrando giz quebrado. É responsável pelas notas salgadas e aromas marinhos do vinho. Depois, a uva Palomino, também conhecida como Listán, relativamente neutra, que deixa transparecer os aspectos do terroir. O clima da região, quente, de verões muito secos e abafados, tipicamente mediterrâneo, mas temperado com um pouco da umidade vinda do oceano atlântico. E, por último, o método de produção, único no mundo. Após a vinificação de um vinho branco seco, de aproximadamente 12 graus de álcool, ele é fortificado com álcool vínfico (álcool à base de uvas é adicionado ao vinho), até atingir 15,5 graus de álcool. Daí, vai para um processo de mistura de vinhos chamado "criaderas y soleras". Este processo consiste em barricas empilhadas, onde o vinho do ano será colocado nas barricas no topo dessa pilha de barricas. A que está no solo (solera) e de onde sai o vinho que será engarrafado. o conteúdo retirado será repreenchido com a da segunda fileira. A da segunda fileira com a a da terceira, até chegar na última, que tem o vinho da safra. O mais importante, no entanto, é que estas barricas não estão preenchidas totalmente. Elas ficam cheias apenas 5/8 de sua capacidade. Num primeiro momento passam por um processo de oxidação até que a superfície do líquido é atacada por uma levedura que forma uma camada protetora desse vinho. Essa capa é chamada flor e só se desenvolve na região da produção do fino de Jerez.
O resultado é um vinho com aromas de amêndoas, nozes e toques de maresia. Na boca muito o vinho tem boa acidez, toques salgados únicos e paladar muito refrescante. Ideal para comer com frutos do mar de sabor mais salgado, como as ostras, lula e mariscos.
 






Caves Spring V.Q.A Icewine
(WineStore)
03/03/2011 às 11:51

Icewine Cave Spring de 375ml (Canadá)
Uva: Riesling (100%)
Safra: 2004
Tipo: Doce
Região Produtora: Niagara Peninsula (Canadá)
Volume: 375 ml
Álcool: 11,5% vol
Açúcar Residual: 207 g/L
Acidez Total: 10,3 g/LpH: 3,24
Temperatura de Serviço: 6 a 8°C
Enólogo: Angelo Pavan

http://www.cavespringcellars.com/

O Canadá desenvolveu uma especialidade no acima mencionado Ice Wine, produzido na região desde 1970. Esta saborosa bebida é feita a partir de uvas super amadurecidas, deixadas nas vinhas até estarem literalmente congeladas, e isto ocorre habitualmente em Janeiro. As uvas são prensadas e o gelo descartado, restando somente uma ou duas gotas do açúcar concentrado de cada uva. A doçura natural do Ice Wine é balanceada com uma acidez pura, de modo que os Alemães, que primeiramente inventaram o conceito, devem cobiçá-la. A produção, claro, é naturalmente limitada. Este, produzido em Ontário/Niagara Peninsula - próximo a cidade de Toronto, região dos grandes lagos, divisa com o estado de New York. Colheita manual das uvas congeladas naturalmente à temperatura de - 10°C, prensagem das uvas congeladas (39,9 Brix), obtenção do mosto, que é fermentado em aço inox, a baixas temperaturas por 2 meses. Rendimento de 10.000kg/hectare (70 hectolitros por hectare).

DEGUSTAÇÃO: Amarelo dourado. Aromas de canela, frutas secas (maçã e damasco), mel e caramelo. Na boca é doce, médio corpo, acidez elevada, muito equilibrado e untuoso, com final longo. Retro-olfato intenso, que remete à maçã assada, geléia de pera e especiarias.

HARMONIZAÇÃO: Ideal para acompanhar foie gras (fígado de ganso), queijos azuis, queijo Stilton (queijo azul inglês, de massa delicada), panforte (tipo de panetone), crème brûlée (creme de ovos com cobertura de açúcar queimado).






O vinho colhido do Gelo
(Alexandra Corvo)
03/03/2011 às 11:40

Em regiões produtoras muito frias há um processo de colheita e vinificação raríssimo, mas que dá vinhos de extrema complexidade: os vinhos de gelo. Ice wine, Eiswein ou Vin de Gel, estes vinhos só podem ser produzidos em regiões secas e frias, onde a uva fica na vinha, em vez de ser colhida,  e passa outono e inverno todo por lá. O método foi criado na Alemanha e, hoje, os países de destaque são também Austria, Suiça e Canadá.
Geralmente são produzidos com uvas aromáticas (Riesling, Gewurztraminer e outras que se adaptam a climas frio, o Canadá tem várias uvas autóctones e produz alguns ice wines tintos). Nessas regiões, neva no inverno. Assim, toda água da uva se transorma em gelo. Para que não haja perigo de derretimento, a colheita é toda feita abaixo de -7, -8ºC, geralmente à noite ou de manhã bem cedinho, de maneira rápida, para evitar a subida de temperatura e possíveis derretimentos. Como o açúcar se concentra por evaporação durante o verão e outono, no inverno, o pouco de água que sobra, está congelada. Assim, o que se extrai do mosto é basicamente açúcares, quase um xarope. Por causa do alto nível de açúcares, a fermentação é muito lenta e para sozinha, geralmente quando o vinho atinge 10-12 graus de álcool.
As uvas utilizadas para o vinho de gelo produzem apenas 1/5 do que uvas normais produzem. Além do mais, pelo fato de ficarem expostas ao ar livre, representa perigos de perdas como ataques de pássaros, apodrecimento, enfim, tudo acaba tornando-o um vinho difícil de produzir e absolutamente delicioso, rico, cremoso, doce, com grande equilíbrio de açúcares e frescor. Um vinho gigante, em garrafas pequenas, ideal para tomar com queijos ricos de sabor, sobremesas com frutas de árvore, nozes ou chocolate com frutos secos. Puro néctar.






Pra levar embaixo do braço.
(Alexandra Corvo)
28/02/2011 às 14:36

 

Há alguns livros que considero referências quando se trata de vinhos. São bíblias enormes, cheias de mapas e explicações complexas sobre regiões e estilos de vinhos. No entanto, a literatura do vinho não precisa apenas ser bíblica nem gigantesca. Há pequenos livros, utilíssimos, que também considero referências importantes e que podem, para nossa sorte, ser levados embaixo do braço quando formos ao supermercado ou à nossa loja preferida de vinhos para comprar uma garrafa.
Um dos que mais gosto é o Guia Ilustrado Zahar de Vinhos do Mundo Todo. Como seu nome diz, é bem ilustrado e de fácil compreensão. No entanto, tem um conteúdo sólido e abrangente que faz dele um ítem essencial para quem curte vinhos mas não é nenhum profissional nem pretende ser o grande entendido. Tem uma pitada de história do vinho, fácil de ler e bem escrita, com imagens deliciosas e quadros com linhas do tempo que dão uma dimensão legal da antiguidade da nossa bebida preferida. Fala de conceitos como "terroir", climas, uvas brancas e tintas, como o vinho é feito e, finalmente, entra nas regiões do mundo. Dividido por países, dá dicas de como entender o rótulo, principais climas, uvas e estilos de vinhos de cada uma delas. Então, se você é aficionado, deixe um lugarzinho no seu carro, na sua mochila de laptop ou na bolsa para levar este guia para que te guie nas delícias do mundo do vinho.
O que? Guia Zahar de Vinhos do mundo todo.
Quanto: R$ 79,90 por aí, R$ 72,00 na Livraria do Ciclo das Vinhas.
Onde: Ciclo das Vinhas - Escola do Vinho R. Maria Figueiredo, 305. 11. 3284 3626.






Queijos e Vinhos fora do clichê!
(Alexandra Corvo)
23/02/2011 às 12:01



Mesmo no verão, reuniõzinhas de queijo e vinhos são comuns entre os melhores amigos. No entanto, há um velho clichê, de que devem ser tomados com tintos. Nada mais difícil de harmonizar, ainda mais com as temperaturas altas. Minhas experiências têm me mostrado que o estilo de vinho que combina com mais tipos de queijo - situação comum nestes encontros onde sempre há uma tábua variada - são os brancos aromáticos. Na hora de escolher o seu, escolha aqueles vindos de climas frescos, como o norte da França, pode ser o Vale do Loire, com vinhos feitos com a uva Chenin, ou a Alsacia, com uvas interessantes como Gewurztraminer, Pinot blanc e Riesling. Esta região também produz interessantes espumantes, chamados Crémant d'Alsace. Regiões frescas do norte da Itália também são interessantes opções, com brancos delicados e perfumados. Os Proseccos extra brut têm uma leve doçura que casam bem com vários tipos de queijo. No novo mundo, o Chile tem várias opções, por ter um clima fresco e ideal para a produção deste estilo de vinhos. O importante é não se estressar em ter um vinho para cada queijo pois, neste tipo de reunião, o que importa é estar com os amigos e se divertir!
Coloque seus vinhos no gelo e desfrute!






Vinhos Brancos Franceses e Harmonizações de Verão
(WineStore)
21/02/2011 às 11:23

Para complementar o posts de Alexandra Corvo sobre “Franceses brancos que revelam sabores de pratos.”, vamos além do já citado branco bordalese Château Reynon Sauvignon Blanc. Vamos comentar sobre este maravilhoso Riesling Grand Cru Hengst, da Domaine Barmes Buecher. Produzido em Wintzenheim, Alsace Grand Cru. Colheita manual e tardia seguindo as fases da lua. Fermentado em tanques de inox ou carvalho com controle de temperatura. Todos os vinhos antes de serem engarrafados estagiam no inox por um mês, em seguida são filtrados e engarrafados ainda seguindo as fases da lua. Cor palha com halos dourados. Aroma frutado (pêra, damasco) com notas de baunilha e hortelã. Seco, agradável e refrescante. Final longo e persistente.

Domaine Barmes Buecher Riesling Grand Cru Hengst (França)

 






Franceses brancos que revelam sabores de pratos.
(Alexandra Corvo)
21/02/2011 às 10:37

Tendemos a crer que vinho branco é  sempre leve e descompromissado, para ser tomado ultra gelado, sem necessariamente combinar com comida. Errado. Brancos podem ser muito gastronômicos ou, podemos ir além, em muitos casos são mais gastronômicos que vários tintos. A França produz fenomenais brancos em toda a extensão do país. A Provence, mais conhecida por seus rosés, tem também brancos delicados e leves, que combinam divinamente com queijinhos de cabra frescos, tão comuns em saladas do verão. Os brancos bordaleses, infinitamente menos conhecidos que os tintos, são opções fenomenais para pratos com aves de sabor forte, como o pato, principalmente com molhos cítricos, de limão ou o clássico molho de laranja. Chablis reina entre os brancos, feito com a uva Chardonnay nos famosos solos calcários que conferem a típica mineralidade ao vinho,é famoso pela harmonização clássica com ostras. Mas, menos conhecidos (e, por isso mesmo, com opções de preços mais atraentes) Pouilly – Fuissé, no extremo sul da Bourgogne, também dá vinhos frescos, de ótima acidez, que permitem a mesma harmonização.  A Alsácia, no extremo norte do país, fronteira com a Alemanha, é a rainha dos vinhos aromáticos e belíssimos, onde as uvas têm todo seu potencial aromático super bem explorado pelos produtores. Seus brancos, além do perfume, têm boa densidade em boca e permitem combinações ousadas com carne de porco, foie gras e até carnes mais fortes, principalmente quando vêm acompanhadas de molhos perfumados e levemente adocicados.

Assim, não congelem seus brancos nem esperem o calor extremo para tomá-lo. Coloque-os ao lado de seus melhores jantares em qualquer estação do ano, e surpreendão-se com as possibilidades que oferecem.

 






Cavas Gramona e Marqués de Tomares
(WineStore)
16/02/2011 às 10:55

Algumas de nossas melhores opções de Cavas são da Gramona e Marqués de Tomares. Gramona é uma bodega familiar situada na região de Barcelona, uma das melhores da Espanha, aos pés da Cordilheira de Montserrat, à beira do Mediterrâneo e no coração de Penedés. Conhecida por aliar os benefícios da região com a tradição familiar, que une respeito e liberdade de idéias a fim de produzir um vinho de qualidade, Gramona elabora espumantes muito singulares e saborosos e vinhos elegantes, há mais de 125 anos.

Cava Gramona Imperial Gran Reserva
Cava Gramona Alegro Brut Reserva

                                  

Marqués de Tomares encontra-se em Rioja, onde desenvolveu-se a experiência e o saber de gerações, que fizeram do vinho o seu modo de vida, elevando-o a categoria de arte. Como resultado, Rioja produz vinhos com personalidade e matizes próprios, que conquistaram paladares do mundo todo, por sua originalidade.

Cava Don Román Reserva Imperial Brut
Cava Don Roman Brut






Os Versáteis Espumantes Espanhóis
(Alexandra Corvo)
16/02/2011 às 09:35

        

É comum pensarmos em espumante e, automaticamente, nos vir à mente o Champagne e seus preços nem sempre atraentes. Daí, muitas vezes, a opção por outros estilos de vinhos. No entanto, o mundo do vinho produz borbulhas em suas mais diversas regiões e há opções interessantíssimas a preços mais convidativos. Sem dúvida a Espanha produz um dos mais versáteis espumantes da Europa. O Cava é produzido majoritariamente na região da Catalunia, costa mediterrânea do país e vem ganhando espaço nos últimos anos entre os apreciadores dos vinhos borbulhantes. Feitos com as uvas Parellada, Macabeo e  Xarel-lo, todas autóctones daquela zona, aparece desde versões leves e refrescantes, até estilos mais densos e gastronômicos. Eles são sempre produzidos com segunda fermentação em garrafa, com um mínimo de 9 meses de contato (dentro das garrafas) com as leveduras responsáveis por essa segunda fermentação.

O que os diferencia são os diferentes cortes de uvas e também o tempo maior em contato com esses fermentos (também conhecidos como lías). Os “brut” costumam ser mais leves e frutados. Os Reserva devem ter mais tempo de contato com as lías, mínimo de 15 meses e adquirem notas de frutas mais maduras e frutos secos. Os Gran Reserva precisam de, pelo menos, 30 meses de contato e resultam em vinhos densos, com aromas tostados, amanteigados, de nozes e frutos secos e são, portanto, os mais cheios e gastronômicos, combinando com jamón, pratos que levem amêndoas, e queijo de ovelha, tão comum na espanha. No rótulo podemos encontrar também as denonminações ligadas ao açúcar residual. Segundo o “Consejo Regulador” (órgão que faz as leis e regula a produção), esas palavras significam:

Brut Nature: 0-3 gramas de açúcar por litro.
Extra Brut: hasta 6 gramas de açúcar por litro.
Brut: hasta 12 gramas de açúcar por litro.
Extra Seco: entre 12 y 17 gramas de açúcar por litro.
Seco: entre 17 y 32 gramas de açúcar por litro.
Semi Seco: entre 32 y 50 grams de açúcar por litro.
Dulce: más de 50 gramas de açúcar por litro.

Escolha o seu e desfrute das deliciosas borbulhas que o mediterrâneo, no seu mais moderno país, produz.






Harmonização Enogastronômica: Presuntos Crus e Vinhos na ABS
(WineStore)
15/02/2011 às 10:50

Na próxima quarta-feira, 16-02, a ABS - Associação Brasileira de Sommeliers, realizará um evento no qual haverá degustação de presuntos crus e harmonização com vinhos. Entre os vinhos selecionados, estão o Chateau Reynon Sauvignon Blanc, de Denis Dubourdieu, e o novo Barbera Piemonte DOC, da Poderi Luigi Einaudi (destaque na Confraria Fevereiro 2011). Abaixo o link para mais informações sobre esse evento imperdível:

http://www.abs-sp.com.br/conteudo/degustacao_presuntos_vinhos.html






J. Portugal Ramos é eleito Personalidade do Ano
(WineStore)
09/02/2011 às 16:18

No dia 03 de Fevereiro a Revista Wine - Essência do Vinho publicou uma matéria sobre "Os Melhores do Ano" em Portugal, entitulando o melhor vinho, o melhor enólogo, a melhor personalidade, o melhor produtor e o melhor sommelier. Entre eles estava J. Portugal Ramos, veja nota abaixo:
"Ainda no sector do vinho, a revista WINE atribuiu a distinção 'Personalidade do Ano no Vinho' a João Portugal Ramos, enólogo e empresário sedeado no Alentejo, com projectos desenvolvidos igualmente no Ribatejo, nas Beiras e no Douro. O realce é justificado 'pelo percurso trilhado e pela certeza de nos continuar a surpreender'."






Seleção Sauvignon Blanc
(WineStore)
02/02/2011 às 15:22

Seguindo a onda dos vinhos brancos para o verão, no post da nossa colunista Alexandra Corvo, preparamos uma seleção especial de vinhos preparados exclusivamente com a uva Sauvignon Blanc


 

Fleur Du Cap Unifiltered Sauvignon Blanc

Nederburg Winemaster´s Reserve Sauvignon Blanc

Alfredo Roca Dedicación Personal Sauvignon Blanc

Nimbus Estate Sauvignon Blanc

Denis Dubourdieu Domanies  Château Reynon Sauvignon Blanc

Robert Giraud  Blason Timberlay Sauvignon Blanc Branco






Brancos Frescos Para o Calor Tropical
(Alexandra Corvo)
02/02/2011 às 14:37

Estamos no verão, acho que todo mundo percebeu, já que calor só dá uma trégua quando é para chover muito. E, como nesta época do ano ficamos à beira de piscina, o ideal em termos de vinho, são os de estilo mais fresco, com aromas de frutas tropicais, notas refrescantes e boa acidez.

Apesar de o estilo de vinho não ser definido apenas pela uva, podemos dizer que a Sauvignon blanc é uma das uvas que dá vinhos mais interessantes para tomarmos nesta estação. A tendência aromática desta uvas são os vegetais frescos, como aspargos e pimentões frescos, quando produzidos em climas bem frios, como no vale do loire, na França, onde também ganha notas minerais. No mesmo país, mas em Bordeaux, entra em parceria com a sémillon e dá vinhos frescos, mas com mais corpo que, além do frescor, têm notas de frutas maduras, às vezes toques de amêndoas e um pouco de mel. Em outras regiões, como a África do sul e Chile, dá vinhos mais frutados e exuberantes, que lembram abacaxi e maracujá e têm leveza e frescor.

Então, para o calorão, dá para viajar pelo mundo dos vinhos degustando esta uva que, apesar de versátil, sempre nos presenteará com seu frescor e riqueza aromática ideais para nosso clima quente.






Robert Parker Anuncia Novas Pontuações a Deutz
(WineStore)
01/02/2011 às 12:36

No fim de dezembro, as Champagnes Deutz receberam nova avaliação de Robert Parker, que anunciou as seguintes pontuações:

Champagne Deutz Brut Classic  - 90 Pontos

Champagne Deutz Brut Blanc des Blancs Brut 2004 - 92 Pontos

Champagne Deutz Brut Rosé - 90 Pontos

Champagne Deutz Brut Rosé 2006 - 92 Pontos






Chegou a Confraria Fevereiro de 2011
(Confraria)
31/01/2011 às 17:01

O Branco da Camigliano e o Barbera da Luigi Einaudi

A Confraria deste mês conta com duas novidades da Itália em nosso portfólio: Poderi Luigi Einaudi Barbera Piemonte DOC; da Cantina Luigi Einaudi, e o Gamal Vermentino, da Cantina Camigliano.

        

O Camigliano Gamal Vermentino é um vinho para todas as ocasiões. “Gamal” significa “Jamal” que em árabe é um nome masculino e significa-beleza (um homem bonito é "Jamil" em árabe ( Ìãíá Jamil). Pode significar também a beleza interior, do coração. O uso deste nome é generalizado em todo o mundo muçulmano. Este vinho nasceu a partir de uva “Vermentino” (também conhecida como “Rolle” na região de Provence no sul da França). Sendo preservada toda a sua fruta e tipicidade dos vinhos do Mediterrâneo.
E para completar, o Barbera Piemonte DOC, da Poderi Luigi Einaudi, que está entre as principais e mais prestigiadas da região, pela qualidade e seriedade de seus vinhos que já são famosos na Itália e nos mercados internacionais.

O lote está de R$ 133,98 por R$ 120,58 na Confraria WineStore!





Sobre a Casa Gran del Siurana
(WineStore)
05/01/2011 às 17:08

A paixão por vinhos de qualidade e de grande expressão, fez com que a Castillo Perelada fosse guiada para o Priorato, uma das denominações de origem mais conceituadas da Espanha e do Mundo, e uma das poucas regiões desse país reconhecidas como “Qualificada”, sendo uma D.O.Q.
“Nossa Joint-Venture com a Casa Gran del Siurana começou com o objetivo principal  da criação de vinhos modernos e de grande qualidade, através de processos de vinificação que passaria a controlar todos os aspectos, desde o momento que as vinhas são plantadas”

Dois terroirs com personalidade
Depois de pesquisar extensamente as terras da região, o grupo decidiu comprar duas parcelas de terrenos que variavam em termos de orografia e tipos de solo, na cidade de Bellmunt do Priorato.
A Casa Gran del Siurana abrange 10 hectares de terra plana, composta essencialmente por solos sedimentares fluviais do rio Siurana. A propriedade abriga a casa grande, que empresta nome a vinícola, trata-se de um edifício com uma história de 300 anos. Essa foi à antiga sede dos monges Cartuxos nos tempos antigos.
 

 Solo em Siurana                  Llicorella e Xisto

Por outro lado, a propriedade Fredat cobre 40 hectares de terreno montanhoso com solos “Llicorella” e xisto, o terroir típico do Priorato, composto por fragmentos de ardósia, permitindo que as raízes se aprofundem tirando o máximo de nutrientes do solo tornando-as resistentes as altas temperaturas. Esses dois tipos de solo com características diferentes geram vinhos complexos e equilibrados.






Viña Casablanca
(WineStore)
23/11/2010 às 15:24

 
Fruto de um conceito inovador e pioneiro, a Viña Casablanca aposta na inovação e na exclusividade, para produzir alguns dos vinhos mais interessantes do Chile. Partindo de vinhedos implantados nos Vales de Casablanca, em sua maioria, Maipo e Rapel, a vinícola produz vinhos de diferentes perfis e estilos, sem nunca abrir mão do mais elevado padrão de qualidade e sofisticação. A principal propriedade da empresa é o vinhedo Santa Isabel Estate, situado no coração do Vale de Casablanca e considerado referência na produção de uvas brancas de alto nível, que dão origem a vinhos de grande frescor e expressão varietal. É considerada, de forma consistente, uma das mais importantes vinícolas do Chile, por todas as publicações especializadas.
 
http://www.casablancawinery.com/





Cantina Chiarli & Figli
(WineStore)
23/11/2010 às 15:22

Cantina Chiarli & Figli 1860 é o mais antigo produtor de Lambrusco e outros vinhos típicos da Emilia-Romagna. A sua fundação remonta ao ano de 1860 por Cleto Chiarli que antes disso conduzia a Trattoria dell’Artigliere no centro de Modena e produzia o seu próprio Lambrusco para os “assíduos freqüentadores” do seu local. O apreço total dirigido ao seu vinho levou Cleto Chiarli a preparar novos locais para a produção do Lambrusco, que passou a ser comercializado em maior escala. Assim nasceu em 1860 a Adega (Cantina) Chiarli.
 
O sucesso foi imediato e em poucos anos a Cantina Chiarli expandiu as vendas além de seu território, tornando o Lambrusco conhecido em toda a Itália.
 
Logo se iniciaram as primeiras exportações e em 1900, durante a Expo Universal de Paris, o júri internacional consignava a Cleto Chiarli o prestigiado prêmio “Mention Honorable”.
 
Desde então a produção de Chiarli continua sendo rigorosamente fiel aos princípios de seriedade, honestidade e respeito pela qualidade que a família Chiarli transmitiu de geração em geração conquistando o respeito de uma legião de clientes.
 
Passaram-se mais de 140 anos e o nome Chiarli é mais que um seguro e lícito ponto de referência para tudo o que se refere à qualidade e à tradição dos melhores vinhos da Emilia-Romagna.
 
http://www.chiarli.com/





Cantina Bertani
(WineStore)
23/11/2010 às 15:17

 
A produção dos vinhos Bertani tem uma política que valoriza a tradição dos melhores vinhos do mundo inteiro. No entanto, o respeito pela tradição não impediu que os vinhos passassem por processos de inovação ou que perdessem as suas características.
A empresa foi fundada no ano de 1857 em Quinto di Valpantena pelos irmãos Givanbattisa e Gaetano Bertani. Durante quase 150 anos, o nome Bertani tem sido associado, no mundo inteiro, com os altos padrões do vinho italiano. A palavra chave da empresa tem sido alta qualidade, desde a sua criação.
O cultivo das uvas usadas nos vinhos Bertani começou na renomada região que cerca Verona, no Veneto, muito conhecida pelas características excepcionais para o seu cultivo.
Hoje a empresa tem por volta de 130 hectares de vinhedos espalhados por toda a Itália, para produzir vinhos de elevado padrão, que são exportados para o mundo inteiro.
 
http://www.bertani.net/





Cantina Livio Pavese
(WineStore)
23/11/2010 às 15:12

 
A cantina de Treville, no coração de Monferrato, Valle d’Aosta, Itália, é o centro das atividades de Livio Pavese, que aprimorou técnicas produtivas e desenvolveu uma linha inovadora, com vinhos jovens, frescos e frutados para atender as exigências cada vez mais seletivas dos consumidores. Livio Pavese é um ponto de referência para eliminar as improvisações e as incertezas na produção de vinho da sua região.
 
http://www.liviopavese.com/





Viña Santa Carolina
(WineStore)
23/11/2010 às 15:08

A Santa Carolina é um dos grandes produtores de vinho no Chile, país que é hoje reconhecido por suas perfeitas condições climáticas, ideais para o cultivo de uvas de alta qualidade. A empresa investiu nos últimos anos em equipamentos modernos e sofisticados e tem sua força baseada em diferentes linhas de produtos, que atendem amplamente às expectativas de todas as faixas de consumo.

http://www.santacarolina.com/






Uvas Tintas
(WineStore)
23/11/2010 às 15:03

 
BAGA: A principal vinha da região de Bairrada, em Portugal. base de tintos potentes e bons.
 
BARBERA: Uva italiana da área de Piemonte. Muito difundida também na Califórnia. Vinhos normalmente frutados, com bastante acidez, um tanto rústicos. O vinho do dia-a dia em Piemonte. No Brasil, foi uma das pioneiras entre as viníferas, mas dificilmente aparece nos rótulos. É mais usada para cortes.
 
BONARDA: Outra uva italiana, encontrada no Rio Grande do Sul. Também é mais usada para cortes.
 
CABERNET FRANC: Outra uva do chamado corte bordalês. Entra em proporções menores em Médoc, mas é muito disseminada em Saint-Emilion e Pomerol. É a base de vinhos frutados, agradáveis e que podem ser consumidos mais rapidamente, sem necessidade de envelhecer tanto. Bastante utilizada na região do Loire e também na Itália. No Brasil, é a vinífera fina tinta mais difundida. Adaptou-se muito bem ao Rio Grande do Sul e dá bons vinhos, diretos e frutados.
 
CABERNET SAUVIGNON: Talvez a uva mais conhecida, mais citada e mais difundida atualmente. Vem da região de Bordeaux e é dominante nos grandes vinhos de Médoc. Facilmente reconhecível, tem características marcantes, lembrando o cassis, muitas vezes o pimentão e outras frutas. Os vinhos feitos com essa uva devem envelhecer durante um certo tempo para demonstrar suas qualidades. A Cabernet Sauvignon foi transplantada para muitas outras regiões, como Califórnia, Chile, Austrália, Argentina, Espanha e Itália, sem perder suas características principais. No Brasil, começa a se difundir e já está gerando bons vinhos.
 
CANAIOLO: De Toscana. Entra no corte tradicional do Chianti.
 
CARIGNAN/CARIÑENA: É a cepa mais comum e de grande produção no sul da França. Bastante difundida na Espanha e na Califórnia. Produz vinhos de cor escura, tânicos e com forte teor alcoólico.
 
CARMENÉRE: os agricultores do Chile a plantaram pensando que fosse a Merlot. É uma grande fruta, farta e rica com textura de ameixa, um pouco de espessiarias e baixa acidez.
 
CASTELÃO FRANCÊS: Também chamada de Periquita, dá o vinho desse nome em Arrabida e é muito usada no sul de Portugal.
 
CORVINA: A principal uva do Valpolicella. Na composição desse vinho, aparece ao lado de Negrara e Molinara.
 
DOLCETTO: Uva de Piemonte, produz vinhos agradáveis, para consumo rápido e, ao contrário do que faz supor o nome, secos.
 
GAMAY: Única cepa de Beaujolais. Vinhos frutados, leves e simples, e que devem ser consumidos jovens. Dificilmente conserva suas características fora da região de origem. Só produz vinho de guarda em nos Crus do Beaujolais e unicamente nas melhores safras.
 
GRENACHE/GARNACHA: Uva tinta mais cultivada no mundo, principalmente no Rhône, na Provença, na Córsega, no sul da França, na Califórnia, na Austrália e na África do Sul. Vinhos fortes, mas com pouca cor.
 
MALBEC: Também compões o corte bordalês. É chamada de Cot e entra em pequenas proporções nos grandes vinhos de Médoc. Predominante na região de Cahors. Presença marcante na Argentina, onde dá origem a vinhos fortes, encorpados e redondos. Presença insignificante no Brasil.
 
MERLOT: Outra uva de Bordeux, dá vinhos mais redondos, não tão agressivos na juventude, como os da Cabernet Sauvignon. Não precisam envelhecer tanto. É plantada em Médoc e, em proporções maiores, nas zonas de Pomerol e Saint-Emilion. No Brasil, é bastante difundida, mas os vinhos são muito diferentes dos franceses.
 
NEBBIOLO: Assim chamada por causa da névoa de Piemonte, de onde é originária. É a uva dos grandes de Barolo, Barbaresco, Gattinara, que têm classe e demoram bastante para chegar ao ponto, devidoa uma casca muito espessa e de forte acidez. Devem passar por uma decantação para que seus taninos se suavizem e seu buquê possa se desenvolver.
 
PINOTAGE: Cruzamento de Pinot Noir com Cinzault, desenvolvida na África do Sul. Começa a aparecer no Brasil. Dá bons vinhos em seu país de origem.
 
PINOT NOIR: A grande cepa dos tintos de Borgonha. Uma espécie difícil de cultivar e fascinante para degustar. Embora na região de origem seja espetacular, raramente conserva suas características fora dele. Há muitos subtipos. Também importante em Champagne, onde empresta corpo e classe ao famoso espumante. No Brasil, é pouco cultivada, mas dá origem a alguns vinhos relativamente elegantes e bons, embora bem diferentes dos de Borgonha. Na Califórnia, até agora o Oregon registrou os melhores resultados. Seu sabor é difícil de definir, já que é muito marcada pelo terroir.
 
RAMISCO: A uva do Colares, um dos vinhos de maior prestígio em Portugal, e que demora muito para chegar ao ponto.
 
SANGIOVESE: Uma das mais difundidas na Itália Central e grandiosa na Toscana. A uva principal do Chianti e do Brunello de Montalcino, vino Nobile de Montepulciano. Realmente muito boa.
 
SYRAH/SHIRAZ: Talvez sua origem seja na Pérsia como Schiraz, ou na Vila Siracusa, na Sicília, mas a Syrah é cultivada na França há muito tempo, e também encontrou um lar na Austrália, lá ela é Shiraz, assim como na África do Sul. Os estilos, claro, são bem diferenciados.
Os australianos que fizeram dela sua grande vitrine nas décadas de 70 e 80, o que fez com que os franceses, percebem que a syrah, uva que tem mais classe no corte dos vinhos das Côtes du Rhône, poderia sair do norte, passear ao sul por Chateauneuf-du-Pape e mais recentemente chegar ao sudoeste, em Languedoc.
Casta de amadurecimento precoce gera vinhos têm como características aromáticas as notas de violetas, ervas, alcaçuz, amoras pretas. No Rhône, aromas de fumaça mais presentes e as ervas mais marcantes. Os australianos são famosos pela exuberância aromática das frutas negras, como amoras, e o couro.
Um vinho de taninos potentes, mas muita fruta. Os vinhos do Rhône são mais herbáceos e com alta acidez, na Austrália, os taninos e a fruta dão corpo e estrutura como dado marcante.
Esta característica leva a imaginar um tempo de guarda, mas a fruta agrada quando bebido jovem.
 
TANNAT: Uva do sudoeste da França. Uma tintureira, que tem o mosto escuro e ajuda a dar cor.
 
TEMPRANILLO/TINTA RORIZ: A uva principal dos vinhos de Rioja e também de Ribeira del Duero, e os bons crus da Catalunha. Bebidas de grande classe, elegância e bom aroma. Pode lembrar os Pinot Noir de Borgonha. Ao longo da Península Ibérica, em Portugal, é conhecida como Tinta Roriz.
 
TOURIGA NACIONAL: Uma das cepas de maior prestígio em Douro. Usada no Porto e nos vinhos de mesa da região. Vinhos concentrados, de cor forte e sabor intenso, com muitos taninos.





Uvas Brancas
(WineStore)
23/11/2010 às 14:47

 
ALVARINHO: Cepa da região do vinho. Produz alguns dos melhores verdes em Monções.
 
ARINTO: Uva branca bastante difundida em Portugal, inclusive na região de Dão.
 
CHARDONNAY: É a grande uva dos brancos maravilhosos de Borgonha de onde é originária, do Chablis mineral ao encorpado Montrachet. Já em Champagne, empresta classe e elegância ao grande espumante. Como a Cabernet Sauvignon, é muito plantada no mundo inteiro pela sua grande capacidade de adaptação ao clima, solo e aos métodos de vinificação. Na Califórnia, dá origem a vinhos espetaculares, que lembram os bons de Borgonha desde o boom vitícola de 1970 e 1980. Cultivada também no Chile, na Argentina e na Austrália, entre outros países. No Brasil, está começando a surgir, e produz bons vinhos. Uma casta branca que vai muito bem para vinificação e maturação em barrica.
 
CHASSELAS: Muito plantada na Suíça, onde é chamada de Fendant, e na Alsácia. Vinhos meio neutros, nada extraordinários.
 
CHENIN BLANC: Principal uva branca de várias regiões do vale do Loire. Bastante utilizada na Argentina, onde dá vinhos frutados e agradáveis.
 
GARGANEGA: A principal uva para produção do Soave.
 
GEWÜRZTRAMINER: Uva realmente aromática, que atinge o seu auge na Alsácia. provavelmente originária do norte da Itália. da região de Tramim. presente também na Alemanha. No Brasil, começa a ser produzida e já dá bons vinhos, que não lembram muito os alsacianos.
 
LOUREIRO: Cepa de muito prestígio na região dos vinhos verdes, em Portugal.
 
MOSCATO: É na verdade uma grande família de uvas. Há vários tipos, como os de Alexandria, de Lipari, Ottonel e assim por diante. No Brasil, é difundida e usada na produção de brancos doces e aromáticos. É na base do Asti Spumante, na Itália.
 
MÜLLER-THURGAN: Uva comum na Alemanha, mas existe também na Nova Zelândia, Norte da Itália, Áustria, Inglaterra e no Luxemburgo. Cruzamento da Riesling com a Sylvaner. A idéia é conseguir uma uva com algumas características da Riesling, mas que seja mais precoce, produza mais cedo. Cepa aromática, mas sem a classe da Riesling, seus brancos são bastante neutros.
 
MUSCADET: Também chamada Melon de Borgonha , ela praticamente se restringe à região de Muscadet, na boca do Loire.
 
PARELLADA: Cepa típica da Catalunha. Vinhos alegres, frutados.
 
PINOT BLANC: Era a variedade predominante em Borgonha antes da difusão da Chardonnay. Mutação da grande Pinot Noir. Uva de classe, porém com menos personalidade do que a Chardonnay. Na Alsácia, dá vinhos alegres e ligeiros. No Brasil, começa a ser plantada e está agradando.
 
PINOT GRIS: Uva com muitos sinônimos, bastante aromática e de boa qualidade. Na Alsácia, é chamada de Tokay e dá vinhos excelentes, bastante duráveis. Bons produtos também no norte da Itália.
 
RIESLING: É citada como uma das grandes brancas do mundo, ao lado da Chardonnay. Na Alemanha, é a base dos melhores brancos. Fruta aromática, bastante elegante. Na Alsácia, produz excelentes brancos secos. Começa a ser plantada no Brasil, mas vem encontrado alguns problemas de adaptação.
 
RIESLING ITÁLICA: Não é parente da Riesling alemã, e é muito inferior. Burton Anderson, em seu livro Il vino, diz que ela pode ser uma variedade italiana conhecida como Pignoletto. Normalmente dá vinhos entre razoáveis e bons, frutados, agradáveis, mas não muito aromáticos. Aqui, é a vinífera branca fina mais difundida, base de alguns dos melhores brancos nacionais. Na Europa, muito usada para cortes.
 
SAUVIGNON BLANC: Francesa, bastante plantada em Bordeaux e no vale do Loire. Entra nos principais brancos frutados de Bordeaux; é a uva do Sancerre e do Pouilly Fumé. Dá alguns dos melhores brancos do Chile. No Brasil, ainda é incipiente.
 
SEMILLON: Outra uva de Bordeaux. É a base dos grandes vinhos de Sauternes. No que diz respeito aos brancos secos de Bordeaux, vem perdendo terreno para a Sauvignon. No Brasil, a Semillon é relativamente comum e produz vinhos bons, mas nada excepcionais. No Chile e na Argentina, dá origem aos brancos tradicionais.
 
SYLVANER/SILVANER: Uva bastante prolífica, popular na Alsácia e na Alemanha, atinge seu auge e dá secos de grande classe leves e vivos.
 
TREBBIANO/UGNI BLANC: Uma das uvas brancas mais plantadas em todo o mundo, mas de qualidade mediana. Vinhos normalmente neutros, nada destacáveis. Na Itália, é bastante usada em várias regiões, principalmente em Toscana. Muito utilizada para cortes e para destilação.





As Regiões do Chile
(WineStore)
23/11/2010 às 14:37

Vale do Maipo
Região Vinícola e Apelação mais reconhecida e tradicional no Chile. Vale transversal que cruza desde a Cordilheira dos Andes até o Oceano Pacífico. Clima temperado com verões secos e calorosos. As principais sub-regiões são: Santiago, Talagante, Pirque, Llano del Maipo e Buin.
 
Vale de Casablanca
Região Vinícola mais recente no Chile, descoberta no início de 1990 e bem banhada pelo Oceano Pacífico, Clima temperado fortemente influenciado pelas brisas do mar. Sub-região do Aconcagua.
 
Vale de Colchaga
Esta região aponta um futuro brilhante, e já mostra agradáveis surpresas nas complexidades das uvas em virtude das características dos solos calcário-argilosos e do subsolo granítico em muitos pontos do vale. Aqui as estação são bem definidas, com ótima insolação e muito calor durante o dia, e gélidas brisas do Pacífico à noite. A cidade de Santa Cruz é o centro de referência. Destaques para as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenère, Syrah e Malbec.
 
Vale do Rapel
Região inclui as sub-apelações de Colchagua e Cachapoal. Grande potencial futuro por sua extensão e condições de solo e clima. As principais sub-regiões são: Cachapoal, Colchagua, Santa Cruz e Peralillo.
 
Vale Central
A mais importante, formada pelos vales do Maipo, Rapel, Curico e Maule, quatro rios que cortam a região. A irrigação na região é fundamental.
 
Vale do Maule
As principais sub-regiões são: Curicó (incluindo Lontué), Talca, Cauquenes, Linares e Parral.
 
Vale do Lontué
Sub-região de Curicó em Vale do Maule.





As Regiões da Itália
(WineStore)
22/11/2010 às 11:34

Veneto
A região se estende do rio Pó até a fronteira coma Áustria com os Alpes cobrindo cerca de um terço da região. É o maior variedade de DOC da Itália e também a região produtora mais eclética. Terra do Valpolicella, do Soave, do Bardolino e dos Amarones. O DOCG da região é o Recioto di Soave e os DOC mais famosos são: Bardolino, Gambellara, Prosecco, Soave, Valpolicella e Recioto Della Valpolicella.

Toscana
Os vinhos desta região são referências dentro do mundo da enologia. O Chianti teve sua região demarcada em 1816, entre Siena e Florença. O Brunello di Montalcino é o mais nobre vinho Toscano, oriundo da uva Brunello. Os DOCG são: Brunello di Montalcino, Vino Nobile di Montepulciano, Chianti e Carmignano. A grande cepa tinta é a Sangiovese também chamada de Morellino (a sudoeste de Grosseto) e tem sua zona, Morellino di Scansano DOC, temos também a Mammolo, a Canaiolo Nero a Trebbiano Toscano e a Malvasia Del Chianti.

Conegliano

Castellina in Chianti

Poggio la Mozza – Toscana

San Marco – Peruggia
No outeiro San Marco, em Frascati, está situado o estabelecimento que faz hoje seu antigo vinho “Frascati”, selecionando as uvas e utilizando uma vinicultura com métodos tradicionais, em perfeito equilíbrio com a modernidade.

Montefalco – Peruggia

Castello di Montauto – Toscana

Valdobbiadene

Piemonte
Tradicional e emblemática região produtora de vinhos ao Noroeste da Itália, Piemonte, ou “pés nos montes”, é rica em montanhas e colinas onde os nevoeiros são frequentes, daí o nome da principal uva, a Nebbiolo. As principais regiões vinícolas são Barolo, Barbaresco, Barbera, Alba e Asti. Berço do célebre Barolo, o “Vinho dos Reis e o Rei dos Vinhos”, e do também famoso Barbaresco. As outras uvas são: Barbera, Dolcetto, Freisa e Grignolino. Os vinhos DOCG do Piemonte são: Moscato D´Asti, Asti Spumante, Barbaresco, Barolo, Brachetto D´Acqui, Gattinara, Gavi e Chemme.
 
Campania
Incomparável patrimônio de uvas nativas com as brancas Falanghina, Fiano e Greco di Tufo e as tintas Aglianico e Piedirosso.

Abruzzo
Região montanhosa voltada para o mar Adriático, possui somente dois vinhos DOC, o Montelpuciano e o Trebbiano, o melhor vinho branco da Itália.
 
Sicilia
O sol é a grande matéria-prima da região de vales, planícies e montanhas, até vulcões com grandes extensões de vinhedos. Reino das uvas Nerello Mascalese, Pirrecone e Nero D´Avola.

Valle Del Belice

Puglia
Sendo o calcanhar da bota, é banhada pelo Adriático. Região de rosados interessantes e dos tintos da uva primitivo (zinfandel), vinhos encorpados, complexos e com potencial de envelhecimento.

Verdicchio
Nome da cepa branca e de uma região em Marches, produtora dos vinhos de garrafa em forma de ânfora.

Salento

Fumane

Marana

Velle di Novare

Bardolino
Na região de Vêneto, um pouco a oeste, às margens do lago de Garda, estão os vinhedos do tinto Bardolino DOC. Oriundo do corte das uvas nativas Corvina, Rondinella, Molinara e outras, tem um estilo leve, de coloração rubi ou cereja e e´em geral, produzido para beber sem demora.

Valpantena

Soave
Na região de Vêneto, ao leste de Verona, estão os vinhedos de Soave DOC, e os melhores deste ao centro da denominação, na zona Classico, formada por algumas colinas ao redor das comunas de Monteforte d´Alpone e Soave. A principal cepa é a branca Garganegra.

Valpollicella
Na região de Vêneto, ao noroeste da cidade, estende-se o Valpolicella DOC (tinto). Oriundo do corte das uvas nativas Corvina, Rondinella, Molinara e outras, tem cor rubi, com sedutor aroma de uva fresca, para ser bebido jovem.
 
Frascati
Uma das DOCs mais conhecidas, na região de Lazio, sul da Itália. Vinho de Roma por excelência, o Frascati DOC representa na Itália uma tradição renomada. Papa Paolo III não hesitou, no seu tempo, em servi-lo no lugar do vinho francês nas refeições pontífices. No outeiro San Marco, em Frascati, está situado o estabelecimento que faz hoje seu antigo vinho “Frascati”, selecionando as uvas e utilizando uma vinicultura com métodos tradicionais, em perfeito equilíbrio com a modernidade.
 
Monteporzio Catone

Lazio
Região de suaves colinas que rodeia Roma. Frascati é o vinho mais famoso apesar de despretencioso é muito agradável. A região produz também o Est di Montefiascone, ambos com as uvas Trebbiano e Malvasia.

Emilia Romagna
Limitada ao Norte pelo Pó e a oeste pelos Apeninos, as montanhas propiciam um clima Adriático. Região do queijo parmesão e do presunto de Parma que ofuscam os vinhos, o único com repercursão internacional é o Lambrusco, efervecente de Emilia elaborado com a cepa que dá nome ao vinho.





As Regiões da Espanha
(WineStore)
22/11/2010 às 11:24

Rioja
Localizada ao norte do país, é a principal região vinícola da Espanha. Centrada na capital da província, Logroño, está dividiva em três partes, Rioja Alta, Rioja Alavesa e Rioja Baja. No Vale do Ebro o rio tem como afluente o pequeno “rio Ojas” que deu nome a região. Na província de La Rioja está a maior parte da região vinícola. A Denominación de Origem Rioja permite sete uvas (quatro tintas e três brancas), algumas são: Tempranillo, Granacha, Mazuelo, Graciano, Malvasia e Viura.
 
Jerez
A Região fica na Andaluzia, sul da Espanha, ao redor da cidade de Jerez de La Frontera. O vinho foi introduzido a cerca de 3.000 anos pelos fenícios ou pelos gregos, sua fama vem da singularidade do solo, do clima, da uva, e principalmente pelo método de fabrico e envelhecimento chamado “solera”, que consiste em lotar-se de vinhos novos os mais velhos em processo manual, mas com muita competência. è chamado de “Vinho do Sol”, pois a região tem uma insolação média de 3.000 a 3.200 horas de sol ao ano. As uvas predominantes são as Palomino e a Pedro Jimenez, e um pouco de Moscatel. Quanto à nomeclatura, temos o vinho Jerez na Espanha, Xerez para os árabes e Sherry na América.
 
Valdepeñas
O solo onde crescem os vinhedos, pouco argiloso, com alto nível de pedra calcaria e boa drenagem, assim como um clima seco e ensolarado, contribuem de forma decisiva ao bom desempenho e maturação da uva de Valdepeñas.

Priorato
Os vinhos do Priorato harmonizam as riquezas das variedades autóctonas com a elegância das uvas francesas. As características climáticas especiais limitam a produção de vinho nessa área.Quando se prova um vinho do Priorato nunca mais se esquece. Suas peculariedades ficam gravadas na memória e recordam as terras cheias de tesouros ocultos.





África do Sul
(WineStore)
22/11/2010 às 11:22

Em 1655 começa a ser contada a história do vinho sul-africano, quando os holandeses chegaram para colonizar as terras de Cabo da Boa Esperança. A primeira safra data 1659, tornando a África do Sul a região produtora mais antiga do Novo Mundo. Em abril de 1688 chegaram os primeiros duzentos franceses fugidos das perseguições religiosas católicas, e traziam consigo a experiência e o domínio da arte vinícola. Encontraram clima e relevo adeguado para o manejo vitis-vinícola. Em menos de cem anos, o fortificado de Kontantina (Vin de Constance) consquistou a nobresa Européia. Dizia ser o preferido de Napoleão. Em 1918 surge a primeira cooperativa de produtores de vinhos em busca da qualidade total, a KWV Kooperatiwe Wijnbuwer Vereniging, e deu origem a nova era dos vinhos à África do Sul. Na década de 70 África do Sul entrou na liga dos vinhos finos do Novo Mundo. O país apresenta clima mediterrâneo com temperaturas moderadas e encontra-se na faixa do paralelo 30º o mesmo de Austrália e Nova Zelândia.

As regiões vinícolas oficiais são: Constantina / Durbanville / Olifans River / Paarl-Wellington / Swartland / Worcester / Robertson / Stellenbosh / Franschhoek / Worcester / Hermanus-Walker Bay / Klein Karoo Stellenbosh é a área mais importante onde sedia a famosa Universidade de Stellenbosch, hoje uma referência vinícola internacional. O castas brancas são: Chenin Blac (lá conhecida como Steen) / Palomino / Clairette Blanche / Cape Riesling / Rhine Riesling / Colombard / Semillon / Viognier / Gewürstraminer / Sauvignon Blanc / Chenel (cruzamento de Chenin Blanc com Trebbiano). As castas tintas: Cabernet Sauvignon / Cinsaut (também conhecida como Hermitage) / Pinotage / Pinot noir / Shiraz / Murvédre / Tinta Barroca. A casta Pinotage é um cruzamento sul-africano, realizado pelo professor da Universidade de Stellenbosch Dr. Abraham Perold em 1925, envolvendo Pinot Noir e Hermitage. Para legislação sul-africana um vinho varietal de consumo doméstico deve ter no mínimo 75% da variedade indicada no rotulo e 85% para vinhos do tipo exportação. A legislação também disciplina os níveis de açúcar residual no vinho e a correspondente indicação nos rótulos. O nível de açúcar residual permitido nos vinhos tranqüilos é: Extra Day 2,5 g/l Dry 4,0 g/l Semi-Dry de 4,0 á 12,0 g/l Semi-Sweet de 4,0 á 30,0 g/l Special Late Haverst (SLH) uva colhida com 22° Balling Sweet Natural acima de 30,0 g/l Noble Late Harvest (NLH) acima de 50,0 g/l






As Regiões da França
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22/11/2010 às 11:14

Beaujolais
Sub-região mais ao sul de Borgonha (de Mâcon a Lyon) com seus mais belos vinhedos. Nesta região o de tintos leves apenas metade recebe a apelação básica de Beaujolais Os Crus de Beaujolais são: St-Amour, Juliénas, Chénas, Moulin-”a_Vent, Fleurie, Chiroubles, Morgon, Régnié, Brouilly e Côte de Broully.
 
Côtes Du Rhône
Dividido em Norte e Sul é o domínio da Syrah. No Norte os vinhos mais conhecido, caros e nobres pelas apelações de Côte-Rotie e Hermitage. No Sul a famosa apelação Châteauneuf-du-Pape permite 13 variedades de uvas, mas a Syrah, Cinsault e Grenache tem maior importância.
 
Ardeche

Loire
Produtora de vinhos de todos os estilos, de espumantes a vinhos de sobremesa. A uva mais plantada é a versátil Chenin Blanc, mas o domínio é da Sauvignon Blanc. As principais sub-regiões são e suas apelações: Pays Nantais (Muscadet de Sèvre-et-Maine), Anjou-Saumur (Saumur, Bonnezeaux, Coteaux-du-Layon, Quarts-de-Chaume e Rosé d´Anjou), Touraine (Chinon e Vouvray) e Vinhedos Centrais (Pouilly-Fumé e Sancerre).
 
Gard

Vaucluse

Borgonha
Região dos vinhos mais raros e caros do mundo, tendo destaque a tinta Pinot Moir e a branca Chardonnay. Pelas grandes qualidades que a região oferece, safra e apelação são sobrepostos pelas habilidades do enólogo. As principais sub-regiões são: Chablis, Côte Dór, Côte Chalonnaise, o Mâconnais e Beaujolais.

Barsac
Denominação da região de Graves, região vitícola mais antiga de Bordeaux.
 
Pujols-sur-Ciron
 
Provence
O rosé é o vinho mais importante economicamente para a Provence, mas os vinhos mais interessantes sã os tintos. Mesmo com o uso de técnicas modernas, seu caráter predominante está associado à tradição, o bouquet rico e complexo que surge em poucos anos de evolução na garrafa.
 
Bordeaux
A famosa Bordeaux e seus vinhos elegantes das tintas cabernet sauvignon, merlot e cabernet franc, malbel e petit verdot ou das brancas sémillion ou sauvignon blanc. A grande estrela da França de reconhecimento internacional.
 
Chablis
Região de Borgonha e dos famosos vinhos de chardonnay, com grande acidez, concentração e expressão varietal.
 
Macon
Montepellier





As Regiões de Portugal
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22/11/2010 às 10:39

Bairrada
A uva tinta da região é a Baga, e a branca a Maria Gomes. O Bairrada tinto é um rico em cor, com gosto harmôninco e aveludado quando maduro. Já os brancos têm com citrina, são aromáticos e com muita personalidade.
 
Dão
A região localiza-se entre as Serras da Estrela, Caramulo, Buçaco, Nave, Lousã e Açor, fazendo fronteira com a Espanha. Em julho de 1912 foi oficialmente demarcada. As castas que se sobressaem são as tintas Touriga Nacional, Tinta Pinheira, Tinta Carvalha, Bago de Louro e Alfrocheiro Preto, e as brancas Arinto, Dona Branca, Barcelo, Fernão Pires e Sercial. Os vinhos do Dão são de corpo robusto, aromas e retrogosto intenso e necessitam de pouco envelhecimento para que seu gosto aveludado apareça.
 
Douro
É a região vinícola mais conhecida de Portugal e a primeira região demarcada para produção de vinhos em 1756. É o berço dos vinhos do Porto e dos vinhos maduros de Portugal. No solo de xisto (pedras) do Vale do Douro foram esculpidos os socalcos, grandes terraços que formam degraus nas montanhas, para fixar as vinhas, e de onde nasceu o grande patrimônio: o vinho do Porto.
 
Beira Alta
Centro-Norte de Portugal.
 
Vinhos Verdes
Ao noroeste de Portugal é a terra dos vinhos jovens leves, frescos, de alta acidez, baixo teor de álcool e pouco açúcar. De clima rigoroso pelos ventos úmidos do Atlântico e de solos pobres de granito.
 
Ilha da Madeira
Descoberta em 1418 logo teve início à cultura de cana-de-açúcar e da uva Malvasia vinda da Grécia e da Ilha de Chipre. Foram plantados 4 tipos de cepas que caracterizam o vinho Madeira como licoroso e de graduação alcoólica entre 18 e 20 graus. As variações produzem vinhos únicos. O Malvasia é doce, lembrando mel, cor topázio. O Boal é mais delicado, não tão doce mas bastante aromático. Os Verdelho e Sercial são mais secos, com aromas e paladar muito finos. Na Ilha da Madeira encontra-se a região DOC Madeira, atribuída aos vinhos fortificados que se tornaram famosos em todo o mundo.
 
Monção
A paisagem surpreende em cada um de seus recortes: aqui mora o ecológico verde dos vales onde se alojam aldeias de granito, a exuberância das florestas e os murmúrios do mar cantados pelas inúmeras praias que salpicam o litoral. Férteis veigas, os vinhedos e o clima ameno dão corpo ao vinho verde, único no mundo. Neste ambiente generoso criam-se os produtos carregados de tipicidade, de que os vinhos da sub-região de Monção são embaixadores de qualidade.
 
Alentejo
Província situada no sul de Portugal, de clima mediterrâneo-continental. Seco e muito quente no verão, pode chegar aos 42º C. De solo rochoso, com predominância de granitos, tonalitos e algum xisto.
O nome veio do período de reconquista do domínio dos mouros que se deu do Norte para o Sul, quando os moradores da região diziam “Além do Tejo”, para se referir às terras situadas abaixo de Lisboa, onde deságua o rio Tejo.





Austrália
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22/11/2010 às 10:25

Clare Valley

Região de clima continental particular, o que favorece a Cabernet Sauvignon e a Shiraz e seus vinhos de cor escura, concentrados e fortes, mas de grande frescor e maciez. Destaque para a Riesling. Região pequena e de alta qualidade.





Uruguai
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22/11/2010 às 10:21

 
Canelones
Cerca de 70% da vinicultura uruguaia está entre Montevidéu e Canelones, a principal zona produtora. É uma área muito fértil, onde produtores controlam os rendimentos e buscam terrenos mais pobres para obter uvas de melhor qualidade.





Denis Dubourdieu
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22/11/2010 às 10:16
 
Denis Dubourdieu e sua esposa Florence são decendentes de famílias tradicionais na produção de vinho na região de Bordeaux. Hoje, a família produz vinhos em várias comunas, cobrindo uma área de aproximadamente 100 hectares nas regiões de Sauternes, Graves, e Premières Côtes de Bordeaux. O Chateâu Doisy Daene passou por três gerações, com grande tradição produção de vinhos com qualidade excelente.
 
http://www.denisdubourdieu.com/





Filipa Pato
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22/11/2010 às 10:15

Com formação em Bordeaux, estágios na Argentina , Austrália e França, hoje Filipa Pato lidera o projeto FP Wines. Com o conceito que o vinho é uma questão de origem, a enóloga procura que os vinhos demonstrem a forte identidade com o local onde são produzidas as uvas, isto adaptado ao consumidor internacional. “Não quero ter um vinho que se confunda com outro do Novo Mundo, por exemplo”, diz Filipa. Hoje o vinho feito por enólogas está na moda em Portugal, num universo, até há pouco tempo dominado por homens. A qualidade esta quase sempre acima da média, e o reconhecimento, pelo menos para Filipa veio rápido, com suas maravilhas do Dão e Bairrada.
 
http://wvw.filipapato.net





Degustação
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18/11/2010 às 10:57

A degustação, ou melhor, a avaliação de um vinho, segue uma sequência lógica – no copo a visão, no nariz os aromas, e no palato o paladar. Mas isto não torna a prática de degustar difícil, ela é simples e deve ser apenas exercida com frequencia e prazer. A experiência ensina mais que os livros e cursos, pois degustar um vinho é acima de tudo muito pessoal, degustando com atenção e não com exibição, o que interessa mesmo é o que você acha.






Visão
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18/11/2010 às 10:56
Prestando atenção ao observar vinho no copo, podemos analisar sua cor e textura, onde podemos deduzir suas origens, idade (os tintos ao envelhecer vão clareando até a tonalidade de âmbar, já os brancos escurecem), estado de conservação e possíveis sabores. Mire a taça contra a luz e veja as nuances de cor.
 
Positivo: Brancos amarelo-esverdeado ou palha. Tintos violáceos, rubi e cereja. Ambos com brilho e transparência.
Negativo: Brancos alaranjados e tintos marrons ou atijolados, ambos turvos e opacos.





Aroma
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18/11/2010 às 10:55
Primeiro sem agitar e depois com movimentos rotativos suaves para liberar os aromas. Sem identificar defeitos, passamos a apreciar o bouquet e citar os aromas percebidos que vão de frutas a flores, especiarias, bálsamos, odores fortes ou fracos, típicos ou únicos.
 
Positivo: Flores, Frutas frescas, secas ou compotas, baunilha, bálsamos, torrefações ou combinações.
Negativo: Oxidação, mofo, rolha, borracha, vinagre ou metalizados.





Paladar
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18/11/2010 às 10:54
O momento das confirmações e de novas deduções.
Coloque um pouco de vinho na boca e permita que este percorra por toda a sua boca. Analise se ele é delicado ou encorpado, macio ou tânico, se tem boa acidez (estimula a salivação), de a madeira é percebida fortemente ou é equilibrada. Ao final, a atenção ao retrogosto, ou seja, um vinho de qualidade permanece na boca proporcionando maior prazer. Muitas vezes, após servido, o vinho vai aos poucos se abrindo, e revelando mais aromas e complexidades, se completando.
 
Positivo: Flores, Frutas frescas, secas ou compotas, baunilha, bálsamos, torrefações e as combinações dos diversos sabores. Equilíbrio.
Negativo: Oxidação, mofo, rolha, borracha, vinagre ou metalizados. Exageros.





Entradas
(WineStore)
18/11/2010 às 10:47






Queijos e Vinhos
(WineStore)
18/11/2010 às 10:21

Provolone Curado & Zinfandel

Um zinfandel picante, com notas de pimenta-do-reino e geléia de uvas, se sobrepõe maravilhosamente frente ao sabor picante e forte de Provolone maturado. Uma seleção de azeitonas Mediterrâneas completa esta combinação.
 
Cheddar Maturado & Madeira
Os aromas ricos, fortes e robustos de um Cheddar de cinco anos contrastam perfeitamente com um vinho Solero estilo Madeira. O doce Madeira ressalta os aromas de ameixas maduras e secas.
 
Gruyere & Riesling
O rico aroma trufado de um Gruyere bem curado cai muito bem com uma vasta gama de Rieslings, do Seco ao Doce. O Rielsing possui aromas de madresilva, temperos, e notas de mineral. Combinação ideal com pão integral e crocante e uvas verdes.
 
Parmesão & Gewüztraminer Colheita Tardia
Esta combinação clássica é ideal para Parmesão bem curado. Acompanhamentos incluem figos secos e nozes tostadas. Após provar um pedaço de queijo, com frutas e nozes, termine com um gole de Gewürztraminer Colheita Tardia com um aroma adocicado, quase um néctar.
 
Gouda e Merlot
Gouda combina com amoras. Acompanhe por um Merlot suave e frutado com notas de aroma silvestre, cedro e tabaco Queijo Blue & Porto Ruby Queijo Blue com um aroma intenso especial, sendo servido com avelãs e pêras fatiadas do tipo Barlett. Estes aromas são combinados classicamente com uma taça de Porto Vintage. A doçura do Porto contrasta com o aroma salgado e agressivo do Blue.
 
Havarti & Sauvignon Blanc
Havarti cremoso e sabor forte acompanhado por Sauvignon Blanc leve e frutado. O esplendor do Havarti contrasta de forma maravilhosa com a acidez do Sauvignon Blanc.
 
Mascarpone & Moscatel Espumante
Mascarpone combina com um Moscatel Espumante da Califórnia, servido com biscoitos amanteigados, e framboesa fresca. A doçura leve e aromas florais intensos deste vinho combinam perfeitamente com a riqueza de sabores deste queijo.
 
Brie & Champagne
Brie bem curado é servido sobre fatias de pão francês e combinado com um Champagne Extra Seco. Fatias finas de nectarina podem ser degustadas à parte, ou colocadas no fundo de uma taça de Champagne.





Massas
(WineStore)
18/11/2010 às 10:09

 

Massas Bebidas
Molho de Peixe ou Frutos do Mar Branco encorpado (Chardonnay)
Molho de Carne Tinto encorpado (Cabernet Sauvignon)
Molho de Queijo Tinto jovem, fresco (Merlot)
Massas Recheadas com Queijo e Molho Suave Chardonnay
Massas Recheadas com Carne e Molho Vermelho Tinto
Massas Recheadas com Abóbora e Manteiga de Sálvia Branco
Pizza Tinto seco encorpado (Tannat e Cabernet Sauvignon)

Sugestões de vinhos

Massas Bebidas
Gomiti ao sugo e ricota Don Roman de Rioja
Spaghetti com rúcula Refosco
Cochiglione com ricota Dão Messias Tinto
Ravioli com muzzarela de búfala Douro Quinta de Cachão Tinto
Tortellini Tricolore simples Valpolicella DOC
Tagliatelle ao açafrão Don Roman de Rioja
Tagliatelle com funghi secchi e aspargo Valpolicella Clássico
Spirali de kani kama com tabasco Frascati Superiore DOC
Rigatoni com ricota Montepulciano DOC
Spaghetti no papeloti Bairrada Tinto Messias
Rigatoni com gorgonzola e agrião Refosco
Gomiti com champignon Dão Messias Tinto
Spirali com beringela e presunto Chiante Clássico Castello D’Albola
Penne Rigate com atum e calabresa Marqués de Tomares Rioja Tinto
Penne Rigate com camarão Pinot Grigio
Tortellini de queijo ao molho de tomates Bardolino DOC





Diversos
(WineStore)
18/11/2010 às 09:57

Diversos Bebidas
Fondue à Bourguignonne (carne) Tinto médio
Fondue de Queijo Branco seco médio
Risotto Branco seco ou tinto médios. Depende da receita
Quiche Tinto leve
Comida Chinesa Branco seco aromático
 






Após o Jantar
(WineStore)
18/11/2010 às 09:55

É tradicional, antes de uma refeição, servir aperitivos. A função primordial do vinho com os aperitivos é alertar e preparar o estômago para a refeição que vem à seguir. O correto é não beber algo gelado, que anestesia as papilas gustativas como destilados que concentram um teor alcoólico muito elevado e muita açúcar, prejudiciais à apreciação dos pratos que vem a seguir. Bebendo vinho o nosso estômago não se satura antes da refeição. Para acompanhar os aperitivos leves, sem muita gordura deve-se tomar espumantes secos (brut), Vinho Verde, Porto branco seco, Jerez fino e vinhos brancos secos leves






Monte Sua Adega
(WineStore)
17/11/2010 às 17:02

Antes de mais nada deve-se pensar na quantidade de garrafas que se pretende ter. O ideal é que as garrafas fiquem deitadas, ao abrigo da luz e umidade e protegidas de vibrações e oscilações de temperatura. Com a garrafa deitada a rolha se mantém úmida e inchada evitando a entrada de oxigênio e portanto a oxidação do vinho. A umidade danifica os rótulos e pode apodrecer a rolha, causando surgimento de fungos. Para atender a todas estas necessidades nossa indicação fica pelas adegas climatizadas com seus modelos de vidro fumê para impedir a incidência dos raios ultravioletas, as escalas de temperatura e as variadas capacidades. O moderno desenho acaba fazendo parte da decoração dos ambientes.

A escolha dos vinhos que irão compor minha adega
As escolhas em relação ao mundo dos vinhos, é sempre muito pessoal, mas alguns vinhos devem ser lembrados.

Vinhos Europeus
Portugueses Alentejanos, Bairradas e Porto. Italianos de regiões como Toscana, Piemonte e Veneto. Franceses das grandes regiões de Bordeaux, Borgonha e Champagne. Alemães excelentes Spätlese, Auslese ou Trocken feitos da uva Reisling. Espanhóis de Rioja e Ribeira Del Duero.

Novo Mundo

Os ricos em aromas, cor e juventude e melhor custo-benefício. Chile, Argentina, Austrália, Califórnia, África do Sul e o Brasil com seus vinhos em constante ascensão.






Como Receber com o Vinho!
(WineStore)
12/11/2010 às 18:32

O vinho faz parte da história das civilizações, e hoje, com um mercado globalizado, estamos podendo usufruir não apenas de seus aromas e sabores mas também da cultura e dos prazeres que o vinho pode nos proporcionar. Por estes e outro motivos pesssoais temos tanto prazer na companhia de uma taça de vinho, dentro ou fora de casa e em qualquer ocasião, até mesmo sozinhos. Mas se sua intensão é proporcinar um momento agradável entre amigos, familiares ou a dois, segue aqui algumas dicas.

Números
- Uma taça serve aproximadamente 80ml.
- Vamos pensar em meia garrafa (375ml) por pessoa.
- Se preferir um vinho para aperitivo, pode pensar em uma garrafa para cinco ou seis pessoas.

Durante um jantar, uma garrafa serve até três pessoas, mas se houver variedades, ofereça menos quantidade na taça e servirá atá cinco pessoas. Aqui o consumo por pessoa aumenta pela perda na taça, 450ml por pessoa.

# Em uma jantar íntimo, você pode variar bem. Vá do espumante para o branco, do tinto leve ao vinho de sobremesa.
# Em um jantar para 15 ou vinte pessoas, selecione, não varie tanto.
# Em uma festa, fique apenas com um branco ou espumante e uma opção de tinto.
Analise a ocasião mas não perca a referência da ordem de bebida.
Como anfitrião e ciente do cardápio faça a escolha dos vinhos que irá servir e escolha sempre vinhos de boa qualidade. Na abertura da garrafa avalie o vinho antes de servir.
# Ofereça o secos antes do doces, pois estes fazem os secos parecerem ácidos demais.
# Vinhos leves antes dos encorpados, pois os fortificados irão sobrepor aos mais leves.
# Vinhos jovens antes dos envelhecidos.

Temperatura}
Respeite a temperatura sugerida para cada vinho, assim suas propriedades podem ser melhor apreciadas. Se precisar resfriar o vinho, coloque-o na porta da geladeira ou em um balde de gelo e água.

Taças
Os copos também devem ser selecionados para que cada vinho usufrua da arquitetura de seu copo correspondente. Veja nosso capítulo sobre taças.
A partir destas sugestões, analise a sua preferência, afinal, apesar de todas as nossas orientações, degustar um vinho ainda é um prazer muito pessoal, e não deixe de experimentar, sempre que puder aprecie uma novidade, usufrua das combinações sugeridas e descubra novos aromas, sabores e sensações. Respeite também o seu bolso, para que o seu mundo do vinho seja um prazer já que temos vinhos para todos neste mundo globalizado.






Taças
(WineStore)
26/05/2010 às 12:13

Na escolha do copo deve ser levado em conta os seguintes elementos:

1) Forma: deve ser leve, em forma de tulipa fechada. A borda deve curva-se para dentro para captar os aromas e leva-los ao nariz. O copo de raso perde aromas. A aste também deve ser longa o suficiente para que não se toque na taça evitando o aquecimento pelo contato com a mão.

2) Tamanho: nunca se deve preencher o “bojo” todo como com o vinho, o aconselhado é de um terço a um quarto do “bojo” ( aproximadamente 90ml), então este deve ser grande o suficiente para que se possa girar o vinho e liberar seus aromas ou inclinar para a observação.

3) Material: Transparente, liso e sem facetas. O material ideal é o cristal mais fino que com sua claridade e espessura não permite deformidades.

Os Diferentes Copos

1. Copo para vinhos tintos com bastante tanino, as formas amplas permitem que os vinhos se expandam- ideal para vinhos Bordeaux, Rioja, Chianti, Cabernet Sauvignon e Merlot.
2. Copo para vinhos encorpados – ideal para Tannat, Cabernet Sauvignon (com Carvalho), Burgunder, Barolo, Brunello di Montalcino.
3. Copos para vinhos de sobremesa – ideal para vinho Aulese, Sauternes.
4. Copos para vinhos como Xerez/ Sherry/Jerez e vinho do Porto, a forma foi inspirada na copita de Xerez.
5. Flûte para Champagne e outros espumantes.
6. Copo para vinho branco leve ideal para os vinhos Pinot Grigio, Orvieto, Soave, Chardonnay, Riesling.
7. Copo para vinhos brancos encorpados – ideal para Sauvignon Blanc, Chardonnay (com Carvalho), Riesling Spätlese.
8. Copo para vinho Tinto com pouco tanino – ideal para vinhos Gamay, Pinotage, Cabernet Franc.






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