
BAGA: A principal vinha da região de Bairrada, em Portugal. base de tintos potentes e bons.
BARBERA: Uva italiana da área de Piemonte. Muito difundida também na Califórnia. Vinhos normalmente frutados, com bastante acidez, um tanto rústicos. O vinho do dia-a dia em Piemonte. No Brasil, foi uma das pioneiras entre as viníferas, mas dificilmente aparece nos rótulos. É mais usada para cortes.
BONARDA: Outra uva italiana, encontrada no Rio Grande do Sul. Também é mais usada para cortes.
CABERNET FRANC: Outra uva do chamado corte bordalês. Entra em proporções menores em Médoc, mas é muito disseminada em Saint-Emilion e Pomerol. É a base de vinhos frutados, agradáveis e que podem ser consumidos mais rapidamente, sem necessidade de envelhecer tanto. Bastante utilizada na região do Loire e também na Itália. No Brasil, é a vinífera fina tinta mais difundida. Adaptou-se muito bem ao Rio Grande do Sul e dá bons vinhos, diretos e frutados.
CABERNET SAUVIGNON: Talvez a uva mais conhecida, mais citada e mais difundida atualmente. Vem da região de Bordeaux e é dominante nos grandes vinhos de Médoc. Facilmente reconhecível, tem características marcantes, lembrando o cassis, muitas vezes o pimentão e outras frutas. Os vinhos feitos com essa uva devem envelhecer durante um certo tempo para demonstrar suas qualidades. A Cabernet Sauvignon foi transplantada para muitas outras regiões, como Califórnia, Chile, Austrália, Argentina, Espanha e Itália, sem perder suas características principais. No Brasil, começa a se difundir e já está gerando bons vinhos.
CANAIOLO: De Toscana. Entra no corte tradicional do Chianti.
CARIGNAN/CARIÑENA: É a cepa mais comum e de grande produção no sul da França. Bastante difundida na Espanha e na Califórnia. Produz vinhos de cor escura, tânicos e com forte teor alcoólico.
CARMENÉRE: os agricultores do Chile a plantaram pensando que fosse a Merlot. É uma grande fruta, farta e rica com textura de ameixa, um pouco de espessiarias e baixa acidez.
CASTELÃO FRANCÊS: Também chamada de Periquita, dá o vinho desse nome em Arrabida e é muito usada no sul de Portugal.
CORVINA: A principal uva do Valpolicella. Na composição desse vinho, aparece ao lado de Negrara e Molinara.
DOLCETTO: Uva de Piemonte, produz vinhos agradáveis, para consumo rápido e, ao contrário do que faz supor o nome, secos.
GAMAY: Única cepa de Beaujolais. Vinhos frutados, leves e simples, e que devem ser consumidos jovens. Dificilmente conserva suas características fora da região de origem. Só produz vinho de guarda em nos Crus do Beaujolais e unicamente nas melhores safras.
GRENACHE/GARNACHA: Uva tinta mais cultivada no mundo, principalmente no Rhône, na Provença, na Córsega, no sul da França, na Califórnia, na Austrália e na África do Sul. Vinhos fortes, mas com pouca cor.
MALBEC: Também compões o corte bordalês. É chamada de Cot e entra em pequenas proporções nos grandes vinhos de Médoc. Predominante na região de Cahors. Presença marcante na Argentina, onde dá origem a vinhos fortes, encorpados e redondos. Presença insignificante no Brasil.
MERLOT: Outra uva de Bordeux, dá vinhos mais redondos, não tão agressivos na juventude, como os da Cabernet Sauvignon. Não precisam envelhecer tanto. É plantada em Médoc e, em proporções maiores, nas zonas de Pomerol e Saint-Emilion. No Brasil, é bastante difundida, mas os vinhos são muito diferentes dos franceses.
NEBBIOLO: Assim chamada por causa da névoa de Piemonte, de onde é originária. É a uva dos grandes de Barolo, Barbaresco, Gattinara, que têm classe e demoram bastante para chegar ao ponto, devidoa uma casca muito espessa e de forte acidez. Devem passar por uma decantação para que seus taninos se suavizem e seu buquê possa se desenvolver.
PINOTAGE: Cruzamento de Pinot Noir com Cinzault, desenvolvida na África do Sul. Começa a aparecer no Brasil. Dá bons vinhos em seu país de origem.
PINOT NOIR: A grande cepa dos tintos de Borgonha. Uma espécie difícil de cultivar e fascinante para degustar. Embora na região de origem seja espetacular, raramente conserva suas características fora dele. Há muitos subtipos. Também importante em Champagne, onde empresta corpo e classe ao famoso espumante. No Brasil, é pouco cultivada, mas dá origem a alguns vinhos relativamente elegantes e bons, embora bem diferentes dos de Borgonha. Na Califórnia, até agora o Oregon registrou os melhores resultados. Seu sabor é difícil de definir, já que é muito marcada pelo terroir.
RAMISCO: A uva do Colares, um dos vinhos de maior prestígio em Portugal, e que demora muito para chegar ao ponto.
SANGIOVESE: Uma das mais difundidas na Itália Central e grandiosa na Toscana. A uva principal do Chianti e do Brunello de Montalcino, vino Nobile de Montepulciano. Realmente muito boa.
SYRAH/SHIRAZ: Talvez sua origem seja na Pérsia como Schiraz, ou na Vila Siracusa, na Sicília, mas a Syrah é cultivada na França há muito tempo, e também encontrou um lar na Austrália, lá ela é Shiraz, assim como na África do Sul. Os estilos, claro, são bem diferenciados.
Os australianos que fizeram dela sua grande vitrine nas décadas de 70 e 80, o que fez com que os franceses, percebem que a syrah, uva que tem mais classe no corte dos vinhos das Côtes du Rhône, poderia sair do norte, passear ao sul por Chateauneuf-du-Pape e mais recentemente chegar ao sudoeste, em Languedoc.
Casta de amadurecimento precoce gera vinhos têm como características aromáticas as notas de violetas, ervas, alcaçuz, amoras pretas. No Rhône, aromas de fumaça mais presentes e as ervas mais marcantes. Os australianos são famosos pela exuberância aromática das frutas negras, como amoras, e o couro.
Um vinho de taninos potentes, mas muita fruta. Os vinhos do Rhône são mais herbáceos e com alta acidez, na Austrália, os taninos e a fruta dão corpo e estrutura como dado marcante.
Esta característica leva a imaginar um tempo de guarda, mas a fruta agrada quando bebido jovem.
TANNAT: Uva do sudoeste da França. Uma tintureira, que tem o mosto escuro e ajuda a dar cor.
TEMPRANILLO/TINTA RORIZ: A uva principal dos vinhos de Rioja e também de Ribeira del Duero, e os bons crus da Catalunha. Bebidas de grande classe, elegância e bom aroma. Pode lembrar os Pinot Noir de Borgonha. Ao longo da Península Ibérica, em Portugal, é conhecida como Tinta Roriz.
TOURIGA NACIONAL: Uma das cepas de maior prestígio em Douro. Usada no Porto e nos vinhos de mesa da região. Vinhos concentrados, de cor forte e sabor intenso, com muitos taninos.